Os
vereadores de Dourados certamente nunca ouviram falar ou leram Montesquieu.Senão,
jamais “convidariam” para as reuniões que formulam a pauta a ser votada em plenário o chefe de
governo da Prefeitura,José Jorge, o Zito. A reunião é ralizada no plenarinho, a portas fechadas, todas as segundas-feitas.Zito estará em todas as reuniões, como uma esfinge e dando pitacos sobre os projetos aprentados.
Charles
de Montesquieu teve idéias revolucionárias para a sua época. Contra o
absolutismo, ele propunha um modelo de governo democrático baseado na divisão
do poder público em três esferas: Executiva, responsável pela
administração pública e representada pelo Rei ou por um chefe de Estado; Legislativo,
formulação de projetos de lei e formação de Câmara de Parlamento; e Judiciário,
que julgaria a infração das leis e regulamentaria o cumprimento delas. A
segmentação do poder impediria a formação de tiranias, por exemplo. Ao trazer para
o legislativo o executivo, ainda que sob a desculpa novelesca de que é para “orientar”
os vereadores, a dócil bancada de apoio ao prefeito abre espaço para a tirania
prevista por Montesquieu.Zito não vai orientar.Vai dar ordens.

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