No
assentamento Lagoa Grande, no Distrito do Ithaum, antes da plantação de cana
nas fazendas limítrofes, existia uma ponte de Madeira, em bom estado de
conservação, que garantia o direito da integridade física dos usuários, como os
assentados e o transporte escolar.A estrda onde localizada a ponte é o unico acesso ao núcleo do distrito, onde os assentados tem acessos aos serviços de saúde,supermercados, revendas de insumos agrícolas, farmácias, pontos de pagamento de contas como água e luz e etc. Ocorre que após a estrada ser transformada
no corredor para o transporte da cana, a ponte, que, repito, era segura,
tornou-se intransitável, tendo a usina feito malabarismos de engenharia para
adaptá-la ao tamanho e peso das carretas de transporte da nova cultura.
O MISTÉRIO DA PONTE II
A
ponte, lógico, não resistiu e foi despedaçando-se, recebendo reparos improvisados tanto pela usina como
pelo poder público(prefeitura) e até dos moradores do assentamento. Para
resumir a história os humildes assentados estão sendo “ enrolados”: ora dizem
que o dinheiro para a construção uma nova ponte foi recebido e desviado, ora que
já está disponível, ora que o conserto
da ponte é de responsabilidade do Incra, ora dizem que a responsabilidade é da
municipalidade, ora dizem que a responsabilidade é da Usina.
O MINISTÉRIO PÚBLICO
Visando
acabar com esse jogo de “empurra empurra” e enrolação, o advogado Nei Marques
da Silva Morais requereu ao Ministério Público a abertura de Inquérito e
eventualmente uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura para que ela
esclareça, documentalmente, o seu papel nessa presepada toda.Recentemente
representantes do município estiveram no
local e prometeram mais uma “gambiarra”: um reparo no desvio que vem sendo
utilizado pelos assentados.Espera-se que o Ministério Público obtenha uma
resposta para esse mistério.
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