terça-feira, 26 de março de 2013

Representantes da ONU vistoriam presidios para avaliar tratamento dado a presos

O ministro Eduardo Cardoso,da Justiça, afirmou recentemente que preferia morrer a cumprir pena em alguma penitenciária bralileira. Uma delegação da ONU (Organização das Nações Unidas), chefiada por Roberto Garretón, esteve em Campo Grande para avaliar o sistema carcerário do município e o tratamento dado aos presos e com certeza vai chegar à conclusão de que não era mera figura de linguagem do ministro.
“Viemos saber se as pessoas que matam ou traficam drogas estão sendo tratadas como seres humanos e, principalmente, se o processo criminal está respeitando os direitos humanos dessas pessoas, que tem o direito de revisão da pena, por exemplo, antes das suas condenações finais, conforme prevê a legislação brasileira”, diz Garretón. Garretón ressaltou para a imprensa que ‘questões interessantes’ chegaram ao seu conhecimento, sem definir se eram positivas ou negativas em relação a Mato Grosso do Sul. “Relatores nos passaram informações de tortura em diversos locais, algo que inclusive já nos levou a três países, além de violência contra a mulher e até mesmo contra o sistema carcerário. Mas tudo será informado ao Governo Federal”, explica o chefe da delegação.
Denominado por Garretón como ‘campo agrícola’, a delegação da ONU já esteve no CPA (Centro Penal Agroindustrial) da Gameleira, na saída para Sidrolândia e possivelmente ainda hoje visitará o Presídio Federal. “As primeiras impressões de tudo o que foi visto passarão por análises profundas e em seguida entregues ao Governo Federal. Já o nosso relatório final ocorre em março do próximo ano, em Genebra – Suiça”, avalia o chefe da delegação.

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