O ministro Eduardo Cardoso,da Justiça, afirmou recentemente que preferia morrer a cumprir pena em alguma penitenciária bralileira. Uma delegação da ONU (Organização das Nações
Unidas), chefiada por Roberto Garretón, esteve em Campo Grande para avaliar o sistema
carcerário do município e o tratamento dado aos presos e com certeza vai chegar à conclusão de que não era mera figura de linguagem do ministro.
“Viemos saber se as
pessoas que matam ou traficam drogas estão sendo tratadas como seres humanos e,
principalmente, se o processo criminal está respeitando os direitos humanos
dessas pessoas, que tem o direito de revisão da pena, por exemplo, antes das
suas condenações finais, conforme prevê a legislação brasileira”, diz Garretón.
Garretón ressaltou para a imprensa que ‘questões
interessantes’ chegaram ao seu conhecimento, sem definir se eram positivas ou
negativas em relação a Mato Grosso do Sul. “Relatores nos passaram informações
de tortura em diversos locais, algo que inclusive já nos levou a três países,
além de violência contra a mulher e até mesmo contra o sistema carcerário. Mas
tudo será informado ao Governo Federal”, explica o chefe da delegação.
Denominado por Garretón como ‘campo agrícola’, a delegação da
ONU já esteve no CPA (Centro Penal Agroindustrial) da Gameleira, na saída para
Sidrolândia e possivelmente ainda hoje visitará o Presídio Federal. “As
primeiras impressões de tudo o que foi visto passarão por análises profundas e
em seguida entregues ao Governo Federal. Já o nosso relatório final ocorre em
março do próximo ano, em Genebra – Suiça”, avalia o chefe da delegação.

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