Porquê uma lei “pega” e outra não “pega”?
Uma dúvida que está
na mente de toda a população:porque uma lei “pega” e outra não “pega”? A
resposta não é tão complicada: a lei não “pega” quando os próprios agentes
fiscalizadores do Estado não buscam a punição e compactuam com a ineficácia da
Lei, como os policiais, fiscais e integrantes do Ministério Público. Temos dois
exemplos hoje de Leis que pegaram: seria o caso da Lei
do Tabaco que proíbe fumar em locais públicos fechados. Outro exemplo de Lei
que “pegou” é o Código de Defesa do consumidor, que completará 20 anos e
realmente pegou firme, sendo cumprida e caso contrário, havendo a punição de
acordo com sua aplicabilidade.
Ficha Limpa
Um exemplo hoje é a Lei da Ficha Limpa, que proíbe
candidatos a disputarem cargos públicos se tiverem a ficha suja, ou seja, forem
condenados por mais de uma instância jurídica e confirmado por um colegiado de
juízes que teve iniciativa popular e que gerou já uma ação didática de
imediato. É uma lei que atende totalmente os anseios da sociedade civil, até
por que partiu dela a iniciativa e atinge a sociedade política, pois tem
profundo valor ético e moralizante da vida política.
Exemplos em Dourados
Em Dourados temos vários exemplos de leis que “pegaram” e de
leis que não “pegaram”.Veja-se o caso da Lei Complementar número 82, de 29 de
abril de 2005.Trata-se da Lei Seca, que estabelecia diversas sanções aos
proprietários de revendas de bebidas alcoólicas, estabelecendo inclusive
horários em que as bebidas poderiam ser vendidas:de segunda a sexta feira das O6
hs às 23 hs.Nas sextas , sábados e domingos , das 06 às 24 horas.Os
estabelecimentos teriam também que contratar seguranças e etc se ultrapassassem
o horário estabelecido e sujeitava a multa ao proprietário o “barulho”causado
pelos estabelecimentos.Claro que não “pegou”.Embora meritória, pois diminuiria os acidentes, as agressões pelos esposos embiagados e as algazarras, não foi
fiscalizada e foi sendo esquecida,sendo hoje até parte do anedotário jurídico da
cidade.A lei não “pegou”.Onde estavam os policiais, fiscais e integrantes do Ministério Público.......
Lei que “pegou”
O então vereador Eduardo Marcondes, através de um advogado,
acionou o Ministério Público
Estadual, que julgou procedente o pedido
de nulidade da cobrança de tarifa telefônica interurbana realizada entre o
município de Dourados e seus respectivos distritos. A determinação ocorreu após
processo judicial
contra a Anatel através da Brasil Telecom, pedindo que as tarifas telefônicas
demonstradas nas contas de telefone fixo fossem revisadas, uma vez que as
ligações telefônicas entre Ithaum e Dourados eram consideradas interurbanas. indevidamente
pela Brasil Telecom. Desde então a proibição da cobrança
virou lei e foi proibida.A lei pegou.
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