domingo, 3 de março de 2013

Usinas tentam barrar direitos trabalhistas na Justiça



Além de "detonarem" as rodovias pavimentadas e as estradas vicinais próximas de onde estão instaladas, devido ao peso da carga das carretas, as usinas sucroalcooleiras desrespeitam direitos trabalhistas.Sindicatos de trabalhadores rurais e o Ministério Público do Trabalho (MPT) contestam na Justiça o fato das usinas s não pagarem horas-extras de deslocamento (horas in itinere) a mais de 25 mil empregados no Mato Grosso do Sul. A prática estabelecida no estado levou a abertura de uma Ação Civil Pública contra a associação de empresas do setor. De início, o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24) decidiu em favor dos usineiros, mas o MPT pretende recorrer. 
De acordo com cálculos da Procuradoria Regional do Trabalho da 24ª Região (PRT-24) baseados em consulta aos trabalhadores, o percurso para ir e voltar do serviço leva em média 2h45 diários. Para o procurador Paulo Douglas Almeida de Morais, esse problema não é apenas de ordem econômica, mas também social porque é um direito aviltado. "Esse tempo de percurso, que não é remunerado, acaba alijando do trabalhador, por exemplo, o convívio familiar e a possibilidade de estudar. Bom lembrar que estamos falando de 25 mil famílias”, pondera o membro do MPT.

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