O advogado douradense Nei Marques está
prometendo acionar o MPE (Ministério Público Estadual) para que o Poder
público municipal encontre uma solução para o que ele considera como “um
dos mais graves problemas sociais” vivido pela comunidade que habita o
programa de casas populares implantado com objetivo social de atender
aos deficientes físicos da cidade.
O conjunto Estrela Hory, um projeto social
implantado durante o mandato do ex-prefeito Laerte Tetila, é habitado
por portadores de necessidades especiais. “O poder público de Dourados
construiu algumas casas e entregou-as aos despossuídos, misturando
deficientes físicos, mentais, drogados, um verdadeiro gueto [grupo
minoritário de pessoas, que acabam se unindo devido a circunstâncias
sociais e econômicas]”, define o advogado, lembrando os confinamentos
humanos implantados na ilha de Soweto, na África ou ainda no território
polonês de Varsóvia.
Na vila Estrela Hory, segundo ele, acontecem
crimes praticados pelos considerados normais. “Na semana passada uma
casa foi incendiada e o morador por pouco não perdeu a vida, devido a
dificuldades para se locomover. Já vi casos de moradores do bairro se
agredindo a pedradas”, relatou o advogado, afirmando que já demandou
cerca de 70 ações de interesse de moradores da região.
O advogado defende a formação de uma
comissão multidisciplinar, aí incluídos os chamados líderes sociais,
envolvendo políticos e representantes dos segmentos sociais, para
acompanharem de perto a situação dos moradores do bairro. Pede ainda
atenção especial da Comissão de Direitos Humanos da OAB e o MPE no
sentido de acompanharem de perto essa situação.O asssunto (ou melhor, a barbárie) foi abordada pelo blog postado no dia 30 de fevereiro, sob o título "Hospício" Estela Hory:Deus, cuida dessa gente.(por Clóvis de Oliveira e blog)
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