sexta-feira, 8 de março de 2013

Advogado diz que bairro de Dourados se transformou em um ‘gueto’ dos despossuídos

O advogado douradense Nei Marques está prometendo acionar o MPE (Ministério Público Estadual) para que o Poder público municipal encontre uma solução para o que ele considera como “um dos mais graves problemas sociais” vivido pela comunidade que habita o programa de casas populares implantado com objetivo social de atender aos deficientes físicos da cidade.
O conjunto Estrela Hory, um projeto social implantado durante o mandato do ex-prefeito Laerte Tetila, é habitado por portadores de necessidades especiais. “O poder público de Dourados construiu algumas casas e entregou-as aos despossuídos, misturando deficientes físicos, mentais, drogados, um verdadeiro gueto [grupo minoritário de pessoas, que acabam se unindo devido a circunstâncias sociais e econômicas]”, define o advogado, lembrando os confinamentos humanos implantados na ilha de Soweto, na África ou ainda no território polonês de Varsóvia.
Na vila Estrela Hory, segundo ele, acontecem crimes praticados pelos considerados normais. “Na semana passada uma casa foi incendiada e o morador por pouco não perdeu a vida, devido a dificuldades para se locomover. Já vi casos de moradores do bairro se agredindo a pedradas”, relatou o advogado, afirmando que já demandou cerca de 70 ações de interesse de moradores da região.
O advogado defende a formação de uma comissão multidisciplinar, aí incluídos os chamados líderes sociais, envolvendo políticos e representantes dos segmentos sociais, para acompanharem de perto a situação dos moradores do bairro. Pede ainda atenção especial da Comissão de Direitos Humanos da OAB e o MPE no sentido de acompanharem de perto essa situação.O asssunto (ou melhor, a barbárie) foi abordada pelo blog postado no dia 30 de fevereiro, sob o título "Hospício" Estela Hory:Deus, cuida dessa gente.(por Clóvis de Oliveira e blog)

0 comentários:

Postar um comentário