Durante a tramitação do projeto no Congresso, os investimentos subiram
R$ 20,51 bilhões por meio de emendas parlamentares, cuja sistemática de
liberação (por critérios políticos) é condenada pela entidade que representa os
municípios.
O texto aprovado concede ao Executivo o maior grau de liberdade, desde a
entrada em vigor da Constituição (1988), para movimentar as dotações por meio
de decreto. O governo poderá, por exemplo, remanejar 30% das dotações do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) inscritas no orçamento fiscal e da
seguridade, que somam R$ 51,9 bilhões. Com isso, o Executivo poderá movimentar
R$ 15,6 bilhões entre os projetos que compõem o PAC, sem a necessidade de
autorização do Congresso.
A proposta também permite a movimentação dos recursos integrais do PAC
executados pelas estatais, um montante de R$ 74,2 bilhões. A lei orçamentária
de 2012 não possibilita esse grau de liberdade.Em resumo:o governo poderá
gastar como quiser o montante aprovado, o que reforça a necessidade do
Congresso discutir com urgência a implantação do orçamento impositivo. O
presidente do Senado, Renan Calheiros, marcou uma nova sessão do Congresso para
a próxima terça (12), às 19 horas, para concluir a apreciação da peça
orçamentária.
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