Os lixões deveriam ter acabado a muito tempo, mas na maioria dos casos o meio ambiente não está entre as políticas públicas prioritárias dos prefeitos nem o MMA pune com rigor os depósitos improvisados muitas vezes em áreas de preservação ambiental. E os lixões não devem acabar apenas porque tem Copa do Mundo, como filosofou o senador Moka(ver abaixo).Devem acabar porque sua existencia é crime ambiental.
No que parece ser uma tentativa de resolver de vez esse grave problema para o meio ambiente, Moka e o presidente Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Douglas Melo Figueiredo (PSDB), reuniram-se com dirigentes e técnicos do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, para discutir a execução de planos que permitam desativar os lixões existentes em todos os municípios de Mato Grosso do Sul.
A Lei nº 12.305/2010 prevê a eliminação de lixões e a exposição de resíduos sólidos de forma adequada nas cidades brasileiras até 2014. “A lei está em vigor há quase três anos, mas não há nada de concreto para que ela possa ser cumprida. Estamos a pouco mais de um ano da Copa do Mundo e até lá todos os municípios devem estar enquadrados”, afirma Moka.
O senador afirma que a reunião com a secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério, Silmara Vieira da Silva, e o gerente de Projeto, Eduardo Mattedi, foi o primeiro passo para que os planos nos municípios comecem a ser executados. Novo encontro está marcado para o dia 8 de abril em Campo Grande com a participação de técnicos do Governo federal, estadual e municipais, além dos consórcios públicos.
A secretária Silmara Vieira considerou “positiva” a iniciativa de Moka de levar ao Ministério proposta para solucionar a questão dos resíduos sólidos e avançar na construção dos aterros sanitários. “Essa articulação do senador Moka, com apoio do Governo do Estado, da Associação dos Municípios e dos ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, será facilitador para que os planos sejam executados”, resumiu.
Para o presidente da Assomasul, a queda nos repasses constitucionais da União tem dificultado o cumprimento de várias obrigações pelos municípios e isso, segundo ele, afeta também a execução dos planos previstos na Lei Nacional de Resíduos Sólidos.
Douglas Melo afirma que cada plano para acabar com lixões custa, em média, entre R$ 300 mil e R$ 400 mil e os municípios não têm condições de investir. “É impossível cumprir essa obrigação sem dinheiro do Governo federal. As finanças municipais estão em frangalhos e por isso estamos aqui com o senador Moka para buscar solução”, afirmou,na desculpa recorrente de que se valem os gestores (a falta de recursos) para justificar a inércia, que em muitos casos não se restringe ao meio ambiente:a saúde vai mal porque não tem recursos, faltam escolas porque não tem recursos e por aí vai....Mas tudo bem.A seguir a lógica de Moka, tudo isso tem que ser resolvido até 2014.Tem Copa do Mundo e precisamos mostrar que o país sede não é de Alice, mas vai tudo às mil maravilhas.
Moka destacou a parceria dos municípios com o Ministério do Meio Ambiente e considera essencial que os planos comecem a ser executados rapidamente para que sejam concluídos a tempo. Alertou que os recursos serão liberados somente às cidades que apresentarem planos de gestão.Medida louvável, mas o país precisa parar de tomar descisões apenas às vésperas de grandes eventos dos quais vai ser sede.
0 comentários:
Postar um comentário