sexta-feira, 1 de março de 2013

Assédio moral e pressão por metas aumentam doenças relacionadas ao trabalho em bancários




Segundo relatório da Previdência Social, os auxílios-doença, previdenciários e acidentários, concedidos a trabalhadores bancários por causa de depressão ou transtornos depressivos recorrentes aumentaram, em média, 5% nos últimos cinco anos, superando 82 mil ocorrências anuais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a jornada semanal média dos trabalhadores brasileiros não aumentou ao longo dos últimos quatro anos, mantendo-se em 39,9 horas semanais. No entanto, o estresse para quem trabalha nas instituições financeiras é bem maior. Os gastos com concessão de auxílios-doença passaram de R$ 1,51 bilhão em 2008 para R$ 2,11 bilhões em 2011. Os dados da Previdência Social apontam crescimento médio anual de 12% - no acumulado de 2012, até novembro, o valor pago chegou a R$ 2,02 bilhões. As entidades sindicais lutam para rever essa prática perversa da extrapolação de jornada e outras ilegalidades, que traz resultados concretos para os bancos:.As grandes instituições financeiras do Brasil tiveram ganhos ainda mais dilatados que a média nacional. No Banco do Brasil, a rentabilidade foi de 20% do patrimônio líquido no período, quase o dobro da mediana das instituições financeiras do País e 166% mais que a dos EUA. No Bradesco, os ganhos foram de 18,8% do patrimônio, e no Itaú, de 18,3%.E os bancparios cada vez mais doentes....

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