A edição da Medida Provisória (MP) 592/12, que destina 100% dos royalties
das futuras concessões de petróleo para
investimentos na área de educação, foi um vitória significativa para essa área
fundamental para a cidadania. Mas há um detalhe: os recursos advindos dos
contratos celebre brados a partir deste mês só estarão efetivamente disponíveis
para escolas, universidades e outras instituições de ensino daqui a cerca de
oito anos.
Os recursos do petróleo são necessários para cumprir o Plano Nacional de
Educação (PNE), que prevê mais R$ 215 bilhões de investimento em Educação até
2020. O plano já foi aprovado pela Câmara e está em análise no Senado.
No caso da educação, os royalties oriundos da exploração de novos campos
de petróleo só deverão começar a ser recebidos em 2020, seguindo um ritual: as
licitações para os novos postos de petróleo deverão ocorrer apenas no segundo
semestre de 2013. Para explorar o petróleo no meio do mar, as empresas deverão
construir plataformas, o que demandará mais tempo.
Para a plataforma ser
construída e ser colocada nos poços do
pré-sal, lá se vão cinco, seis, sete ou oito anos. Então, até 2020, ninguém vai
ver uma gota de centavo de dinheiro do petróleo no Brasil indo para a educação.Parlamentares ligados à educação defendem que o governo federal destine recursos do petróleo para a educação antes mesmo que as licitações para novos campos aconteçam. “Por que não se antecipar? Por que o governo não faz com que os estados recebam parcela de royalties e da participação especial que são da União para gastar em educação?”, questionam. “É preciso solução já, e o governo federal é quem deve dar essa solução”, cobram.
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