Pesquisa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), aponta que 90% dos córregos de Dourados estão poluídos. São vários tipos de resíduos que começam a causar morte de alguns tipos de peixe, como Dourado, um dos símbolos da cidade. Entre 30 espécies pesquisadas, apenas 30% resistem à degradação ambiental, por ter capacidade em absorver oxigênio a partir do ar, realizando a troca gasosa no intestino. O restante das espécies está desaparecendo.
De acordo com o professor doutor da Uems, Yzel Rondom Suarez, foram coletadas mostras em 15 pontos diferentes de córregos. Quatorze destes estavam fora dos padrões aceitáveis pela legislação.
As maiores causas da poluição estão associadas ao despejo de esgoto in natura clandestino em rios e mananciais, além do acúmulo de lixo que produz substâncias tóxicas à vida aquática. Conforme o professor, foram 12 meses de pesquisa. Segundo ele, o córrego com maior volume de poluição é o Rego D’água, contaminado com resíduos de esgoto. O mesmo acontece com o córrego Paragem.
Em relação as plantas aquáticas, a pesquisa notou que a retirada da vegetação ciliar destes córregos, ou seja, o desmatamento permitiu aumento das espécies de macrófitas que ocorrem nestes córregos.
Segundo a pesquisa, ainda que alguma delas tenham potencial uso medicinal, “(...) é importante que novos estudos verifiquem até que ponto ocorreu um comprometimento em seu uso pela população, como a possível absorção de contaminantes da água e solo, antes que seja estimulado o seu uso pela população. Desta forma, a continuidade destes estudos e a parceria para a sua complementação devem fornecer informações mais refinadas sobre a integridade das comunidades aquáticas nos córregos urbanos de Dourados (...)”
Conforme acrescenta o professor, uma das preocupações a partir de agora é saber se os peixes, que são pescados por uma parte da população nestes córregos poluídos, podem causar prejuízos à saúde humana. Este estudo, segundo ele, já está sendo programado como segunda etapa do projeto. Além de Yzael, professor de Biologia, todo o trabalho contou com a participação de professores doutores nas áreas de Química e Física, além de 7 estudantes. (Valéria Araújo)

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