Toda a sociedade civil
organizada de Dourados conhece a luta do médico Jorge Baldasso pela melhoria da saúde
pública, se manifestando sempre e apontando o descaso para com essa área que
deveria ser prioridade em qualquer administração.Baldasso agiu assim sempre,
independentemente do mandante de turno.Ontem, convidado a usar a tribuna livre
para falar sobre as restrições da classe médica
à “Lei do Plantão”, com voz pausada, com
deferência aos vereadores eleitos pelo voto popular, deu uma aula sobre as agruras porque passa
sua categoria no dia a dia e também sobre a realidade por que passa o
setor.Lembrou que os médicos na maioria dos casos cumprem dupla jornada clinicas, hospitais, unidades
públicas de saúde e que a eventual ausência em um horário de plantão em 90% dos
casos se deve a serem chamados para atenderem pacientes muitas vezes à beira da
morte e que dependem de procedimentos imediatos.Negar atendimento apenas porque
há um horário a cumprir seria negligencia.
Diclofenaco
Sobre a estrutura
disponibilizada para a categoria disse o que até as figueiras na Avenida
Presidente Vargas sabem: falta de profissionais, falta de medicamentos (segundo
ele ontem no PAM não havia um simples Diclofenaco), falta de leitos, cirurgias
que demoram anos para serem realizadas, falta de salários dignos (há uma década
aguardam um Plano de Carreiras) e conclamou os vereadores a dialogarem mais com
a categoria.A simples colocação de uma lista dos médicos de plantão não vai
resolver os problemas da saúde do município, resumiu.Baldassso pode até não
ter dito o que os vereadores queriam ouvir, mas o fez com educação, fineza,
didaticamente e, repito, com a deferência devida a cidadãos eleitos para
representar a população.

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