terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Obesidade infantil: o alerta do IBGE

Enquanto os meios de comunicação alardeiam os surtos de casos de obesidade infantil na Europa, na Rússsia e nos Estados Unidos,o perigo pode estar bem no nosso quintal. Nos EUA o crescimento da obesidade infanto-juvenil nos últimos 20 anos  foi de 66%.No Brasil, nestes mesmos 20 anos, foi de 239%.Dados divulgados pelo IBGE  apontaram resultados surpreendentes da realidade brasileira  entre 2002-2003:a incidência de obesidade já supera a de desnutrição.Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, ainda segundo o IBGE, para cada criança desnutrida há 9 crianças obesas. Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada entre 2008/2009 também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. O índice de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2OO9.

Junto com a obesidade, tratada muitas vezes de forma equivocada, vem os efeitos colaterais, como a dislipidemia,alteração nas frações lipídicas do sangue,como alteração no colesterol,nas taxas de triglicerídios, a hipertensão e suas conseqüências (derrame,doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, dentre outras),intolerância à glicose, apnéia do sono, problemas ósseos variados e a tendencia de manutenção da obesidade na idade adulta,efeitos sociais e psicológicos, tumores como de mama e de útero.

Essa possibilidade trágica aventada em números pelo IBGE por si só merece um posicionamento da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal: há algum estudo sobre os casos de obesidade infantil em Dourados......se há, o que está sendo feito  para combatê-la,evitá-la ou minorá-la...muitas perguntas.poucas respostas...Enquanto isso, mães aflitas aguardam uma atitude que as retire da angústia de ver o problema crescendo e pouco poderem fazer senão o carinho e os cuidados com a alimentação de seus filhos.Esse não é um problema alimentar.é um problema médico, para o qual o poder público ( e a Câmara) devem abrir os olhos.

1 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom o alerta sobre a obesidade infantil! Sou mãe de um menino com 11 meses de idade e me preocupo muito com isso, visto que nas escolas e creches está proibida a venda de lanches e refrigerantes em geral que contribuem para a obesidade, mais todos nós sabemos que nem todas as instituições de ensino obedecem as leis, resta-nos (pais e responsáveis) cuidar da educação alimentar em casa. (JUliana Araújo - Dourados-MS)

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