sábado, 16 de fevereiro de 2013

IBGE divulga mapa do desaldeamento no Brasil


 
                                                     
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 57,7% dos 896 mil índios no País vivem em 505 terras indígenas reconhecidas pelo governo até 2010, o equivalente a 516,9 mil índios. Porém, 379 mil estão fora dessas terras pedindo esmolas e perambulando pelo país. Dos 42,3% índios que não estão nas terras originais, 78,7% habitam áreas urbanas, pois o desmatamento e genocidio das florestas e animais foram o maior da história.A situação é mais comum no Sudeste, onde 84% dos 99,1 mil índios na região estão fora de suas terras, principalmente em São Paulo (93%) e no Rio de Janeiro (97%). Outros Estados como Goiás (96%), Sergipe (94%) e Ceará (86%) também têm percentuais elevados.No Rio, a busca por uma vida na cidade trouxe índios migrantes para o antigo Museu do Índio, na zona norte da capital. Lá, um grupo de cerca de 20 pessoas - de etnias como Guajajara (MA), Apurinã (AM) e Fulni-Ô (PE) - acabou se fixando. Enquanto as reivindicações por habitação e educação não são atendidas, sobrevivem do artesanato e de apresentações culturais e outros pedem esmolas. No Sudeste, no entanto, também há casos de índios que deixam suas terras por falta de espaço. Se sentindo apertados devido ao pequeno território, os Guarani, do sul fluminense, se desmembraram em aldeias menores. Parte foi para um antigo sítio indígena em Niterói e os demais permanecem próximos às terras Guarani Araponga, Guarani de Bracuí e Parati Mirim, somando 2,8% dos índios no Estado.Em Mato Grosso do Sul e especificamente em Dourados a situação não é diferente: o confinamento de mais de 10 mil índios em apenas 3.539 hectares não os faz mudar para a cidade, mas nela perambulam alcoolizados ou vendendo a pouca produção de mandioca, milho e outros produtos, muitas vezes trocando-os por mudas de roupas usadas ou então pedindo pão velho, prática que já inspirou até poesia de um grande poeta da cidade.

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