O ano letivo
começou nesta quinta-feira, 14, em grande parte das escolas públicas do País.
Junto com as aulas, tem início também o Pacto Nacional pela Alfabetização na
Idade Certa (Pnaic). Ao todo, 4.997 municípios dos 26 Estados mais o Distrito
Federal concluíram o processo de adesão ao pacto até dezembro de 2012, o que
representa 89,8% dos municípios do País. Outros 328 aderiram parcialmente, não
concluíram o processo de adesão ou não se manifestaram. Apenas oito optaram por
não firmar o acordo que tem como objetivo assegurar que todas as crianças
estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3º ano do ensino
fundamental.
"O Pnaic é um
projeto nacional firmado com todos os entes federativos. Cada um tem uma
responsabilidade grande para que o processo de alfabetização seja bem sucedido.
Com o plano, haverá um diálogo nacional. Ao mesmo tempo é importante que
saibamos guardar as especificidades de cada localidade e que os professores
possam criam em cima do material disponível", diz Regina Aparecida Marques
de Souza, coordenadora do Grupo de Estudos em Letramento em Educação da
Infância e do programa na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
UFMS
A UFMS programou a
formação dos orientadores para o período de 4 a 8 de março. São esperados 245
professores formadores que partirão para os municípios a fim de capacitar os
5.238 professores alfabetizadores da rede pública do Estado. O Pacto receberá investimento de R$ 3,3 bilhões em dois anos. Para incentivar a participação dos profissionais serão oferecidas bolsas de R$ 200 mensais para o professor alfabetizador; R$ 765 para o orientador de estudo; R$ 765 para o coordenador das ações do pacto nos Estados, Distrito Federal e municípios; R$ 1.100 para o formador da instituição de ensino superior; R$ 1.200 para o supervisor da instituição de ensino superior; R$ 1.400 para o coordenador adjunto da instituição de ensino superior; e R$ 2.000 para o coordenador-geral da instituição de ensino superior.
Segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2000 e 2010, a taxa de
analfabetismo no Brasil, até os 8 anos de idade, caiu 28,2%, com variações
entre os Estados da federação, e alcançou, na média nacional, uma taxa de
alfabetização de 84,8% das crianças. Entre as regiões, existe uma diferença na
taxa de analfabetismo, a maior está no Nordeste, 25,4%, seguido do Norte,
27,3%, Centro-Oeste, 9%, Sudeste, 7,8% e Sul, 5,6%. O Estado com a maior taxa
de analfabetismo é Alagoas, 35%, e o com a menor é o Paraná, com 4,9%.
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