Enquanto
prossegue o conflito de competência entre autoridades estaduais, municipais e
federais sobre de qual das unidades da
federação é a responsabilidade pela Reserva Indígena de Dourados (pela
Constituição Federal,a atribuição é da Polícia Federal) os moradores do local
continuam sendo tratados como cidadãos de segunda classe, abandonados á sua própria
sorte ou objeto de políticas “bonitinhas” elaboradas pelos indiólogos da FUNAI,
mas ineficazes.
Veja-se
o caso do lixo.Por ser área federal, os caminhões de coleta da prefeitura não
podem entrar para fazer o serviço.A FUNAI não tem pessoal nem estrutura para
fazer o serviço.Nessa luta do marisco com o mar, quem sai na pior, lógico, são
os índios, cujos quintais viram verdadeiros “lixões”, onde crianças brincam
inocentemente.O que não fica no quintal é enterrado, queimado e descartado nas
poucas matas existentes.
Para se ter uma idéia de como são
tratados os índios pelos poderes oficiais, leia parte de entrevista da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat,
que esteve recentemente em Mato Grosso do Sul:
“Essa reserva foi
estabelecida no início do século passado com o propósito do confinamento mesmo,
onde os índios deviam ser confinados até estarem prontos a integrar esta
sociedade de grande formato. Esta era a concepção das reservas, não era uma
opção de criar um espaço territorial digno. A reserva de Dourados é a coisa
mais indigna que existe.”Nota do blog: a indignidade continua até hoje.
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