Muito
se tem falado sobre os produtos transgênicos.Infelizmente, com muito
emocionalismo e falta de conhecimentos.Os avanços alcançados pela ciência e
tecnologia para melhoria da qualidade de vida são irreversíveis. Boa parte
dessas conquistas deve-se aos estudos e técnicas desenvolvidos pela engenharia
genética, que, por meio da transgenia, abriu possibilidades infinitas e deu um
grande salto no conhecimento.Esse post é longo, mas espero contribuir para a desmistificação do tema.Os contrários,que se manifestem.
Desde
que foram divulgados pela mídia, os transgênicos, ou organismos geneticamente
modificados (OGMs), começaram a provocar discussões acirradas em todo o mundo.
Em meio a polêmica, campanhas de oposição, especulações e desinformação,
criaram-se muitos mitos na tentativa de levar a um retrocesso na aplicação das
descobertas da biotecnologia.
Como
todas as descobertas, o debate sobre os transgênicos ultrapassou a questão
científica, para dar lugar aos interesses políticos, econômicos e ideológicos.
O principal desafio hoje é explicar de forma clara e objetiva a tecnologia dos
organismos geneticamente modificados. Só assim a população pode avaliar de
forma consciente e crítica os Organismos Genéticamente Modificados.
Viabilidade
A despeito dos protestos, os OGMs são realidade na agricultura, na pecuária e na medicina e vêm ganhando cada dia mais aceitação e espaço de produção. A área cultivada com organismos geneticamente modificados, em todo o mundo, saltou de 1,7 milhão de hectares em 1996 para 52,6 milhões em 2001, e continua crescendo rapidamente.
A despeito dos protestos, os OGMs são realidade na agricultura, na pecuária e na medicina e vêm ganhando cada dia mais aceitação e espaço de produção. A área cultivada com organismos geneticamente modificados, em todo o mundo, saltou de 1,7 milhão de hectares em 1996 para 52,6 milhões em 2001, e continua crescendo rapidamente.
Um
estudo desenvolvido pelo Centro de Política Agrícola e Alimentar dos Estados
Unidos em parceria com a Fundação Rockefeller concluiu que os agricultores
norte-americanos estão economizando bilhões de dólares com o cultivo de plantas
geneticamente modificadas, graças à redução do uso de agroquímicos nas
lavouras.
Outro
exemplo são os algodoais geneticamente modificados cultivados na China, que
consomem 80% menos defensivos agrícolas do que os convencionais. Por causa
disso, o custo de produção por quilo colhido caiu 28%.
Um
dado importante levantado por recente estudo da Organização para Agricultura e
Alimentação das Nações Unidas (FAO) afirma que 5% dos cotonicultores chineses da
variedade Bt tiveram problemas de saúde associados ao trabalho, enquanto 22%
dos produtores convencionais apresentaram problemas de saúde provocados pelo
trabalho.
O
comércio de sementes transgênicas também alcançou o patamar de bilhões de
dólares e já é muito mais rentável que o de sementes convencionais. De olho
nesse mercado, cerca de 80% dos associados à Confederação Nacional da
Agricultura querem a liberação do cultivo comercial de OGMs. O motivo é
simples: diminuição de custos e aumento de produtividade. A tendência natural é
que os produtos gerados pela biotecnologia substituam o tradicional e grande
mercado dos agroquímicos. Países de grande dimensão territorial, como o nosso,
levam vantagem porque podem definir áreas específicas para o cultivo e a
criação tanto convencional como transgênica.Foi o que aconteceu no Paraná, por
exemplo.
Como
esse caso, outros estudos, em andamento, têm como pretensão dar mais qualidade
de vida às pessoas. Um bom exemplo é a pesquisa, feita por cientistas das
universidades da Carolina do Norte e de Penn State (EUA), que identificou um
gene que controla a retenção de água nas plantas. Essa descoberta poderá
contribuir no futuro para o desenvolvimento de plantas resistentes à seca,
objetivo perseguido há muitas décadas. Sem dúvida, será uma das soluções mais
importantes para minimizar a fome em regiões semidesérticas.
Biossegurança
Os argumentos contrários ao consumo de produtos transgênicos – de que são prejudiciais à saúde, de que provocam danos ao meio ambiente – aos poucos estão caindo por terra. A Royal Society do Reino Unido, uma das mais respeitadas academias de ciências do mundo, divulgou recentemente em seu site (www.royalsoc.ac.uk) que não há evidências científicas dignas de crédito de que seres humanos possam ser prejudicados por ingerir OGMs. A conclusão foi baseada em um estudo aprofundado sobre o assunto, feito no último ano.
Nenhuma
outra variedade alimentar tem sido tão detalhadamente pesquisada, principalmente
em relação à segurança para o consumo humano, quanto os OGMs. Só para ter uma
idéia, um novo tipo de soja geneticamente modificada foi submetido a 1.800
análises para comparação com a soja convencional. Quantos testes serão
necessários para certificar a biossegurança do alimento? É preciso que as
autoridades ambientais definam que tipos de efeito no meio ambiente são
aceitáveis e quanto de incerteza sobre seus efeitos é tolerável para
comercialização. O que não se pode é impedir que os benefícios da
biotecnologia sejam anulados.
Cientistas do
Flanders Interuniversity Institute for Biotechnology, instituição belga que
agrega nove universidades européias, concluíram após pesquisas que as sementes
geneticamente modificadas disponíveis atualmente para comercialização são tão
seguras quanto as similares convencionais. O estudo afirma que, a cada dia, são
aprimorados o conhecimento e os métodos para garantir a biossegurança das
plantas geneticamente modificadas. Por outro lado, as variedades convencionais não
são pesquisadas no mesmo ritmo. Os autores do estudo acreditam que no futuro os
OGMs podem ser mais seguros que os convencionais.
O Canadá, país com
melhor índice de desenvolvimento humano do mundo, permite o consumo de
alimentos geneticamente modificados. Há quase dez anos, os OGMs fazem parte da
dieta dos norte-americanos e nunca foi registrado problema algum de saúde
relacionado a eles, ao passo que os alimentos convencionais são responsáveis
por vários casos de alergias, alguns levando à morte. Grande parte da
comunidade científica compartilha da opinião de que é mais seguro comer um
alimento transgênico que um convencional com alto teor de defensivos agrícolas.
Meio ambiente
Quanto aos
argumentos sobre a agressão ao meio ambiente e a contribuição para a diminuição
da biodiversidade, partilho dessas preocupações, porém não podemos satanizar os
transgênicos. A própria agricultura, mesmo a de subsistência, é igualmente
vilã: o feijão, o milho, a soja, a cana de açúcar e outros alimentos, ao ser
introduzidos na agricultura em larga escala, interferem no meio ambiente
eliminando plantas e animais nas respectivas áreas agricultadas. Quando maias e
astecas iniciaram a cultura do milho, este era outra planta, com
características completamente diferentes, que foram melhoradas ao longo de
vários séculos de cultivo; com os transgênicos poderemos escolher, com maior
precisão, as características que queiramos introduzir num vegetal.
Mesmo a agricultura
rudimentar usada por hominídeos há milhões de anos ou o plantio de mandioca feito
por tribos indígenas no Brasil pré-colonial agrediam o meio ambiente, pois as
queimadas de florestas e a plantação de um único produto em determinada área
comprometiam indelevelmente a natureza. Como na época éramos somente 4 milhões
de habitantes e apenas alguns milhares eram agricultores, o dano, apesar de
relativamente maior, era menos visível. É impossível, hoje, utilizando essas
técnicas primitivas, alimentar os milhões de brasileiros e os bilhões de
pessoas no mundo.
No Brasil, os procedimentos
para análise da segurança dos alimentos geneticamente modificados estão sob
controle da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança/CTNBio – criada pelo
Ministério da Ciência e Tecnologia. Cabe à CNTBio, composta de dezoito
representantes do Poder Executivo, da comunidade científica, do setor
empresarial que atua em biotecnologia, dos órgãos de defesa do consumidor e de
saúde, emitir pareceres técnicos.Como se vê, há muita poesia e pouco
conhecimento.Mas que os transgênicos são irreversíveis, essa é uma verdade
irrefutável.

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