sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Indígenas que estudam na Escola Municipal Nerone Maiolino, em Campo Grande (MS), foram proibidos de conversar em guarani, sua língua-mãe, dentro da instituição. Três alunos que fazem a 2ª série do fundamental assinaram inclusive um termo, exigido pela direção da escola, se comprometendo a não falar no idioma original do povo kaiowa.
A indígena Maura Amaral, 35 anos, é uma das que teve que assinar o termo junto com o marido, Orlando Turíbio, 41 anos. Eles e mais um amigo que estuda na mesma escola e também mora na Aldeia Urbana Água Bonita foram chamados pelo diretor da escola e avisados de que não poderiam mais conversar na língua-mãe.
Sem entender o motivos, eles assinaram o papel sem nem mesmo ler o que estava escrito. "Primeiro o diretor disse que a gente não podia mais conversar em guarani na escola e depois deu o papel pra gente assinar. Não sei ler direito e nem deu tempo", disse Maura.
A Secretaria Municipal de Educação abriu um processo administrativo para averiguar o caso e a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPE).

0 comentários:
Postar um comentário