domingo, 17 de fevereiro de 2013

Novo presidente da Câmara desafia STF e apoia mandato de mensaleiro

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  • Alvo de uma série de acusações e de uma ação por enriquecimento ilícito, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), eleito novo presidente da Câmara dos Deputados, defendeu que os parlamentares condenados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão não tenham seus mandatos automaticamente cassados, como querem os ministros da Corte.
    "(O processo do mensalão) será finalizado aqui", afirmou o peemedebista, ao ser indagado sobre de qual Poder será a palavra final. "É lógico que (a palavra final) é da Câmara", reiterou.
    Para Alves, o Poder que representa o povo brasileiro "queiram ou não queiram", é Poder Legislativo. "Aqui só existem parlamentares abençoados pelo voto popular", provocou em seu discurso após a eleição.
    Desde 2004, Alves é acusado pelo Ministério Público Federal de improbidade administrativa por enriquecer ilicitamente. O caso, que corre em segredo de Justiça, teve origem em denúncia feita em 2002 por sua ex-mulher, segundo a qual ele mantinha US$ 15 milhões não declarados em paraísos fiscais.
    O deputado afirmou que durante o período da campanha para a presidência deixou clara sua posição sobre os mensaleiros. Na época, fez coro a Marco Maia (PT-RS), então presidente, e disse que caberia à Câmara decretar a perda do mandato.
    Durante um período o novo presidente da Câmara chegou a revelar a companheiros que manteria os processos do STF na gaveta. Foram condenados no processo do mensalão e perderão os direitos políticos os deputados José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Mais uma vez, parece que vai imperar o corporativismo, que sempre "salva" parlamentares enrolados com a justiça.

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