sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Capital do lixo?
Solução "criativa"
O município de Laguna Carapã, localizado há cerca de 60 km de Dourados, foi destaque na imprensa regional esta semana depois que encontrou uma maneira prática de resolver o problema do lixo produzido na cidade: exportar para Dourados. O projeto Lixo Zero, implantado pela Prefeitura daquele município, é considerado “piloto” no Estado e pode se tornar modelo para outras cidades.
De acordo com o prefeito de Laguna, Itamar Ribeiro, o projeto Lixo Zero atende a Lei Municipal 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e visa “adotar medidas para o gerenciamento de resíduos sólidos gerados no município, erradicando desta forma os lixões existentes”.
A Prefeitura de Laguna construiu um “transbordo”, uma espécie de rampa, onde os caminhões de lixo sobem para despejar os “resíduos sólidos” em containers, que depois de bem cheios e fechados, são trazidos para serem depositados no aterro sanitário de Dourados. O projeto já está em funcionamento e duas vezes por semana os containers de lixo são transportados. A estimativa da Prefeitura de Laguna é que a cidade produz cerca de dez toneladas de lixo por semana.
Mourão questiona:Capital do lixo?
Mas em Dourados, a notícia de que o segundo maior município do estado está se transformando em um depósito de lixo de outras cidades provocou reações contrárias. Ontem (14), o vereador Marcelo Mourão (PSD), usou a tribuna da Câmara para cobrar explicações sobre o caso. “Será que de Capital Agroindustrial do Estado vamos nos tornar em lixão do Cone Sul?”, questionou o vereador.
O vereador Marcelo Mourão ressaltou que Dourados é pólo de uma grande região, tendo que arcar com o atendimento médico de várias cidades e, agora, pode ter que assumir o problema do lixo também.
Mourão disse que vai requerer do Imam (Instituo de Meio Ambiente de Dourados) informações do convênio feito entre a Prefeitura de Laguna Carapã e a empresa prestadora de serviço, “bem como detalhes sobre o estudo de impacto ambiental que esse tipo de coisa pode trazer”. “Não conheço a legalidade e os impactos ambientais desse serviço, mas adianto que, psicologicamente, o impacto de ver minha cidade sendo transformada em depósito de lixo é muito negativo”, ressaltou.
O secretário de Meio Ambiente de Laguna Carapã, Denílson Dias, disse que a solução foi aplicada pela Prefeitura porque “fica mais barato para o município terceirizar o trabalho do lixo do que criar um aterro sanitário próprio".Imagina se a moda pega....

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