Uma pesquisa conduzida por
cientistas na Grã-Bretanha revelou que o mosquito da dengue aparentemente
desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes
atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.
A substância, conhecida como
DEET, ou dietiltoluamida, é largamente empregada em repelente contra insetos,
combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age
interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de
picar o usuário.
O estudo, divulgado pela
publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes
aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas
concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os
insetos depois o ignoraram.
Eles recomendaram que governos
e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar
alternativas à DEET.
Segundo a Organização Mundial
da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais
rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o
que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.
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