A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou, por
unanimidade, relatório de projeto de decreto legislativo do senador Lindbergh
Farias (PT-RJ) que acaba com a farra dos salários extras, os 14º e 15º salários
para parlamentares. Mas a aprovação ocorreu com alguns senadores tecendo ironias
e reclamando que senador ganha muito pouco. O senador
Ivo Cassol (PP-RO), que na semana passada reclamou que senador é muito mal
remunerado e impediu a votação da matéria, não apareceu e mandou um
voto em separado a favor. O projeto agora segue para a Mesa Diretora do Senado
e, em seguida, para o plenário da Casa. Depois ainda precisa tramitar na
Câmara.
Para não pagar o preço da execração pública, alguns votaram à força e
não esconderam a revolta com o fim do privilégio de R$ 26,7 mil no inicio e fim
de cada ano, além do 13º salário. Agora, com o fim da "ajuda de custo", os
parlamentares voltam a ter apenas um salário extra no início e no fim dos
mandatos, para fazer sua mudança para Brasília e de volta para o estado de
origem
A revolta maior foi manifestada pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO).
Em sua justificativa, ele disse que o salário líquido R$ 19 mil não é condizente
com as atividades de senador. Mas ele esqueceu de dizer que somando tudo,
salário, verba indenizatória e todos os recursos de suporte a um senador, esse
valor chega a R$ 170 mil por mês.
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