O Parque Arnulpho Fioravante tem uma
área de 70 hectares localizados na área central de Dourados. “Poucas cidades no
Brasil possuem o privilégio de ter uma área tão grande e tão bonita no coração
da cidade, como é o caso deste parque; mas da forma como ele está, hoje, é um
cartão postal de péssima fotografia”, lamentou Marcelo Mourão.
Para Marcelo, o parque, que está
localizado logo atrás do Terminal Rodoviário, por todo potencial que tem,
merece “um projeto visionário e arrojado, que valorize todo potencial
ambiental, turístico e de lazer daquele espaço”. Ele lembrou que o Arnulfo
Fioravante teve o seu traçado feito pelo projeto do arquiteto e ex-prefeito de
Curitiba, Jaime Lerner, e que “foi projetado para ser uma referência em
urbanismo, lá na década de 70”, enfatizou.
“Eu sei que a Prefeitura, através do
Imam, desenvolve um projeto com estudantes ali, que a Guarda Municipal e a
Polícia Militar fazem uso do local, mas sei também que é muito pouco diante das
possibilidades que o parque Arnulfo Fioravante oferece”, salientou.
Marcelo Mourão assinalou que no site
da Prefeitura o parque Arnulpho Fioravante não está listado como “atrativo
turístico” de Dourados. “Não sei se por esquecimento ou de propósito, ele não
consta no site oficial; lá estão o Antenor Martins, o parque dos Ipês, a Praça
Antonio João, mas o Fioravante não está; queremos mudar isso, queremos que este
parque figure entre os pontos turísticos de Dourados e que seja, de fato, uma
referência.”
O vereador adiantou que vai iniciar
conversas com “os setores da sociedade que podem contribuir para a elaboração
de um grande projeto para o parque”, para oferecer à Prefeitura subsídios que
ajudem na construção de um “projeto visionário, seja do tamanho do Fioravante”,
sugeriu Marcelo Mourão.
Histórico
O
processo de antropização do Parque vem de longe e muito bem orquestrado.Antes
espaço de lazer, com quiosques, quadras esportivas, pista de caminhada e outras
formas de garantir uma opção saudável de esporte e lazer à população daquela
região da cidade, aos poucos foi se transformando, sob a égide da prefeitura, em uma estrutura
policialesca, iniciada com a implantação do quartel da Polícia Militar, com a
evidente substituição da antiga estrutura, transformada em um mix de quartel e
parque ambiental.Aos poucos, foi se transformando, por inépcia e imediatismo,
no “cartão postal de péssima fotografia” a que fez alusão o vereador em seu
oportuno pronunciamento.O que houve ali foi um crime ambiental praticado pelo
próprio poder público.
Canil
Em tempo: a PM
estuda construir ali um canil. O projeto prevê a construção de 10 boxes para o abrigo dos animais,
farmácia, lavatório, alojamento e setor administrativo. A Polícia Militar quer
que o canil seja feito no Parque, onde já possui a sede da Força Tática. O
objetivo é centralizar os serviços no local.
“O Parque tem
espaço físico para treinarmos os animais em diversas situações como água e
mato. Outro fator importante é por se tratar de um ponto estratégico. Ali temos
acesso a vários bairros, inclusive, Reserva Indígena devido a Perimetral
Norte”, explicou recentemente o tenente
Pablo Soares e reunião com um vereador.
Espera-se que a mobilização pretendida pelo vereador reverta essa barbárie ambiental praticada no Parque, que pertence à população e a ela deve ser devolvido.
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