quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mourão, o Arnulpho e crime ambiental oficial

Muito oportuna e sensata a preocupação do vereador Marcelo Mourão com a situação de abandono do Parque Arnulpho Fioravante Mourão defende “um projeto arrojado de revitalização e de utilização do parque”.

O Parque Arnulpho Fioravante tem uma área de 70 hectares localizados na área central de Dourados. “Poucas cidades no Brasil possuem o privilégio de ter uma área tão grande e tão bonita no coração da cidade, como é o caso deste parque; mas da forma como ele está, hoje, é um cartão postal de péssima fotografia”, lamentou Marcelo Mourão.

Para Marcelo, o parque, que está localizado logo atrás do Terminal Rodoviário, por todo potencial que tem, merece “um projeto visionário e arrojado, que valorize todo potencial ambiental, turístico e de lazer daquele espaço”. Ele lembrou que o Arnulfo Fioravante teve o seu traçado feito pelo projeto do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, e que “foi projetado para ser uma referência em urbanismo, lá na década de 70”, enfatizou.

“Eu sei que a Prefeitura, através do Imam, desenvolve um projeto com estudantes ali, que a Guarda Municipal e a Polícia Militar fazem uso do local, mas sei também que é muito pouco diante das possibilidades que o parque Arnulfo Fioravante oferece”, salientou.

Marcelo Mourão assinalou que no site da Prefeitura o parque Arnulpho Fioravante não está listado como “atrativo turístico” de Dourados. “Não sei se por esquecimento ou de propósito, ele não consta no site oficial; lá estão o Antenor Martins, o parque dos Ipês, a Praça Antonio João, mas o Fioravante não está; queremos mudar isso, queremos que este parque figure entre os pontos turísticos de Dourados e que seja, de fato, uma referência.”

O vereador adiantou que vai iniciar conversas com “os setores da sociedade que podem contribuir para a elaboração de um grande projeto para o parque”, para oferecer à Prefeitura subsídios que ajudem na construção de um “projeto visionário, seja do tamanho do Fioravante”, sugeriu Marcelo Mourão.

Histórico

O processo de antropização do Parque vem de longe e muito bem orquestrado.Antes espaço de lazer, com quiosques, quadras esportivas, pista de caminhada e outras formas de garantir uma opção saudável de esporte e lazer à população daquela região da cidade, aos poucos foi se transformando, sob a égide da prefeitura, em uma estrutura policialesca, iniciada com a implantação do quartel da Polícia Militar, com a evidente substituição da antiga estrutura, transformada em um mix de quartel e parque ambiental.Aos poucos, foi se transformando, por inépcia e imediatismo, no “cartão postal de péssima fotografia” a que fez alusão o vereador em seu oportuno pronunciamento.O que houve ali foi um crime ambiental praticado pelo próprio poder público.

Canil

Em tempo: a PM estuda construir ali um canil. O projeto prevê a construção de 10 boxes para o abrigo dos animais, farmácia, lavatório, alojamento e setor administrativo. A Polícia Militar quer que o canil seja feito no Parque, onde já possui a sede da Força Tática. O objetivo é centralizar os serviços no local.

“O Parque tem espaço físico para treinarmos os animais em diversas situações como água e mato. Outro fator importante é por se tratar de um ponto estratégico. Ali temos acesso a vários bairros, inclusive, Reserva Indígena devido a Perimetral Norte”, explicou recentemente  o tenente Pablo Soares e reunião com um vereador.
Espera-se que a mobilização pretendida pelo vereador reverta essa barbárie ambiental praticada no Parque, que pertence à população e a ela deve ser devolvido.

0 comentários:

Postar um comentário