quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Em oito anos, Presidência gastou R$ 31,6 milhões com hotéis

Os gastos da Presidência da República com cartões corporativos classificados como sigilosos por se tratarem de "informações estratégicas para a segurança da sociedade e do estado" incluem compra de produtos de limpeza, sementes, material de caça e pesca e até comida de animais domésticos. As despesas secretas do Executivo federal somaram 44,5 milhões de reais entre 2003 e 2010. O maior gasto no período – 31,6 milhões reais – refere-se a despesas com hotéis e locação de carros. As informações constam em planilha do próprio Palácio do Planalto, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento detalha pela primeira vez a natureza dessas despesas sigilosas com cartão corporativo nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência. São 106 itens, incluindo comissões e corretagem, despesas com excesso de bagagem, serviços médicos, taxas de estacionamento, pedágio, material esportivo e produtos médicos. Os gastos foram realizados por servidores do Gabinete de Segurança Institucional, do Gabinete Pessoal do ex-presidente e ordenadores de despesa da Presidência da República. O levantamento revela que parte dessas despesas secretas é corriqueira e não se enquadra em informações estratégicas e de segurança. Irregularidades – Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontavam para a irregularidade do segredo de alguns gastos com cartão corporativo. Pela legislação, cabe ao gestor regulamentar o uso da verba sigilosa. O cartão corporativo foi criado em 2001, ainda no governo FHC, exatamente para dar mais transparência aos gastos oficiais.

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