O vereador Aguilera de Souza (PSDC),
único indígena eleito para a Câmara, considera essa semana como decisiva no planejamento da educação indígena do município de
Dourados. Após um mês de reuniões, levantamentos e considerações sobre o
assunto, finalmente o núcleo municipal de educação indígena deve ser
restabelecido.
Na ultima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, o vereador se reuniu com o
prefeito Murilo Zauith (PSB) e a secretária de educação Marinise Mizoguchi, e
as lideranças das Aldeias Jaguapiru, Bororó e do Panambizinho para apresentar
as reivindicações para o planejamento da educação indígena.
Durante a reunião, Aguilera mostrou a importância da constituição do Núcleo de Educação
indígena com profissionais das três etnias, capacitados e eleitos em assembléia
pela comunidade indígena.
“Esse núcleo foi uma conquista para
todos nós educadores indígena e para a comunidade em geral. Estamos confiantes
que para melhorar a qualidade da educação dentro da Reserva temos que começar a planejar o ano letivo e capacitar nossos
profissionais para que possamos ter, à longo prazo, uma educação que todo índio
merece”.
Ensino Médio
Na segunda-feira passada, dia 28 de janeiro, Aguilera se reuniu com a
secretária do estado de educação, professora Nilene Badeca, para discutir
melhorias na educação da Reserva Indígena de Dourados. Durante a reunião foram
discutidos a reforma e ampliação da escola Marçal de Souza – Guateka, a
construção de uma escola de ensino médio e o estabelecimento de turmas de
Ensino de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno na escola Guateka na aldeia
Bororó e no Panambizinho.
Ara Verá
Por saber da importância do curso Ara Verá, o vereador pediu mais apoio
pedagógico e a sua reestruturação. O Curso é na modalidade Normal em Nível
Médio para a Formação de Professores Guarani/Kaiowá, oferecido pela Secretaria
de Estado de Educação, em parceria com municípios e universidades.
“Como vereador quero garantir o fortalecimento da educação escolar
específica, diferenciada, intercultural, valorizando as contribuições das
comunidades indígenas no conhecimento”, disse Aguilera.
Durante a reunião Aguilera ouviu da
secretária que há a possibilidade de implantação do programaProjovem. A
idéia é destinar as vagas para os alunos maiores de 16 anos, que ainda não
concluíram o ensino fundamental para que aprendam uma profissão e se preparem para
o mercado de trabalho. Ele aproveitou também a construção de uma escola de ensino
médio na Aldeia Bororó.

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