sábado, 2 de fevereiro de 2013

Grupo decide se pede cassação de Renan após carnaval

 
 
Senadores do grupo dos independentes vão decidir  após o carnaval se vão entrar com uma representação no Conselho de Ética para pedir a cassação do presidente eleito, Renan Calheiros (PMDB-AL). A avaliação do grupo é de que Renan, mesmo havendo indícios para pedir a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar, saiu fortalecido. O peemedebista obteve 56 votos e o senador Pedro Taques (PDT-MT), lançado pelo grupo dos independentes, conseguiu um resultado aquém do esperado, tendo apenas 18 votos.
Randolfe Rodrigues, do PSOL, disse que pretende pedir ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a íntegra da denúncia criminal apresentada na sexta-feira passada (25) contra Renan Calheiros. A ideia é ter o mesmo procedimento adotado em relação ao senador cassado Demóstenes Torres (sem partido-GO). Os senadores conseguiram ter acesso ao inquérito contra o ex-parlamentar que corria sob segredo no Supremo Tribunal Federal.
A acusação, sigilosa e divulgada pelo site da revista Época, revela que Renan cometeu os crimes de peculato (desvio de dinheiro público), uso de documento falso e falsidade ideológica. De acordo com a Procuradoria, o peemedebista não tinha patrimônio suficiente para justificar os gastos com despesas pessoais decorrentes de uma filha tida em um relacionamento extraconjugal. Na época do escândalo, em 2007, Renan foi acusado de ter esses gastos bancados por lobista de uma empreiteira.
Na ocasião, o parlamentar apresentou notas fiscais para comprovar que o dinheiro obtido com venda de gado bancou os gastos extraconjugais do senador. A Procuradoria-Geral da República considerou, no entanto, que as notas eram "frias". Questionado antes da eleição pela Agência Estado, Calheiros não quis falar sobre divulgação do conteúdo da denúncia criminal. "Estou confiante (sobre a vitória). Não vi a reportagem", afirmou, com certa dose de óleo de peróba na cara.
 

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