sábado, 2 de fevereiro de 2013

Estado tem 1.299 trabalhadores-escravos em 21 propriedades

     
Carvoarias são os maiores alvos do ministério
Carvoarias são os maiores alvos do ministério
As fiscalizações desenvolvidas pelo Ministério do Trabalho encontraram, em Mato Grosso do Sul, 1.299 trabalhadores escravos atuando em 21 propriedades rurais, em diversos municípios. A lista divulgada pelo ministério aponta as irregularidades nos municípios de Dourados, Camapuã, Brasilândia, Chapadão do Sul, Coxim, São Gabriel do Oeste, Porto Murtinho, Bonito, Cassilândia, Campo Grande, Corguinho, Selvíria, Bandeirantes, Iguatemi, Água Clara e Alcinópolis.
A recordista foi a Agrisul Agrícola Ltdas., localizada na rodovia MS-040, km 395, na zona rural de Brasilândia, onde haviam 1.011 pessoas em regime de trabalho escravo. Em segundo lugar ficou Nelson Donadel, da Destilaria Centro Oeste Iguatemi Ltda., localizada Estrada da Balsinha, Km 15, na zona rural de Iguatemi, onde haviam 126 trabalhadores escravos.
Os outros proprietários que estão com seus nomes incluídos na “ficha suja” do Ministério do Trabalho foram Admir Ferreira Lino, da Fazenda Engenho de Ferro, da zona rural de Camapuã (12); Carlos Fernando Moura & Cia. Ltda. -Construflora, na zona rural de Chapadão do Sul (14); Cleiton de Souza Benites, da Fazenda Áurea, na zona rural de Coxim (9); Edil Antônio de Souza - Fazenda Morro Alto, zona rural de São Gabriel do Oeste (13); Eric Sobrinho Ávila, da Fazenda Boa Vista (Carvão Negrinho e Carvão Ávila), na estrada Bonito – Barranco Branco, km 53, em Porto Murtinho/MS (19); F. L. da Silva Carvoaria - Fazenda Santo Antonio, também na zona rural de Bonito (4); Gilmar Toniolli, da Fazenda Santa Maria, na zona rural de Dourados (10); Ivaldir Antônio Torres, da Fazenda Alto Alegre, em Cassilândia (1); João Ribeiro Guimarães Neto, da Fazenda Navalha, na zona rural de São Gabriel do Oeste (4); José Carlos Pereira da Silva, da Fazenda Alcorra, na zona rural de Campo Grande (8); José Maurício dos Santos - Fazenda Palmares do Peixe, em Bonito (8); JR2 Construtora Ltda., localizada na rodovia MS - 080, Trecho Corguinho/Rio Negro, em Corguinho (3); Lúdio Garcia de Freitas, ,da Fazenda Pedra Branca, em Chapadão do Sul (7), Luis Felinto da Silva – Carvão São José, , na zona rural de Selvíria (5); Mayto Baptista de Rezende - Fazenda Mimosa, na região do Capim Branco, zona rural de Bandeirantes (9); Odier Alves de Freitas - Fazenda Caiçara III, em Selvíria (7); Ronaldo Jesus Pereira - Fazenda Piracanjuba, na rodovia BR – 060, Km 131,5 – Paraíso Camapuã – zona rural de Água Clara/MS (6) e Walter Lúcio Klebis - Fazenda Estrela, na estrada do Cascalho Branco, em Alcinópolis (13).
Os nomes são mantidos na lista nos caos em que o empregador não quitou as multas impostas pela fiscalização do trabalho, por reincidência, e nos casos de ações que estejam tramitando no Poder Judiciário. O ministério informou que também há pessoas que recorrem ao Poder Judiciário para ter seu nome excluído da lista e, em cumprimento à decisão judicial, o nome é imediatamente retirado.
Segundo o ministério, nesta atualização, foram analisados os relatórios de fiscalização e pesquisados dados das superintendências regionais do trabalho e emprego entre outros órgãos. Também foi consultado o Sistema de Acompanhamento do Trabalho Escravo do ministério.
Enquanto o empregador está com o nome no cadastro, ele não recebe financiamentos com recursos públicos. Além disso, o setor privado penaliza os infratores por meio do Pacto Nacional com medidas restritivas de relacionamento comercial.(Com redação Douranews)

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