Muito se fala que Mato Grosso do sul, pela fartura de seus campos, pelos recordes crescentes na produção de grãos e pelo rebanho que ultrapassa 23 milhões de cabeças, é o celeiro do Brasil. Mas tem outra coisa aqui que floresce que nem mato: a arte. Em 1977, com a divisão do Estado de Mato Grosso e criação do estado de Mato Grosso do Sul, inicia-se um movimento cultural idealizado por Henrique Spengler (in memorian) para buscar-se uma identidade cultural para o recém-criado Mato Grosso do Sul. Chamava-se Movimento Guaicuru, em alusão aos índios cavaleiros do Pantanal, que, segundo consta,foram os primeiros habitantes do estado e imortalizados na pintura de Regis Debray.
PRECURSORES
A partir deste movimento, nas artes plásticas aparecem nomes como Jonir
Figueiredo, Miska, Lúcia Barbosa, Nelly Martins, Teresinha Neder, Áurea, Ana
Ruas, Ana Carla Zahran, Thetis Sellingardi, Lu Sant’ana, Genésio Fernandes,
Carlos Nunes, Vânia Pereira, Neide Ono, José Nantes, Fernando Marson, Roberto
Marson, Juracy, Cecílio Veria, Isaac de Oliveira, Elis Regina Nogueira, Irani Brum,
Bucker, Heron Zanata e Ovini Rosmarinus, que buscaram a afirmação da arte
sul-mato-grossense em diversos salões de arte.Esse grupo,que reunia produtores
culturais e jornalistas de diversas matizes, entendia que uma das funções da
arte é criticar a sociedade, mostrar o que não querem ver. A arte, para eles,
deveria lêr o pensamento daquele período histórico.Suas obras teriam que ter
força social, durabilidade. Cumpriram sua missão,tanto que hoje a Assembléia
Legislativa do estado se chama Palácio Guicurus.
NOVA SAFRA
Hoje, Evandro Prado, Douglas Colombelli, Priscila Paula Pessoa e
Patrícia Rodrigues e Blanche Torres são citados como a última geração de
artistas que vêm apresentando um trabalho crítico para a sociedade de Mato
Grosso do Sul e dão força para a arte Sul-mato-grossensse.Arte aqui é mato.


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