Antes de renunciar o comando da Igreja Católica por
motivos de saúde, Bento XVI enfrentou um dos momentos mais delicados
como pontífice entre 2009 e 2010, quando vieram à tona denúncias de que
ele teria acobertado casos de pedofilia envolvendo padres. Associações
de direitos humanos chegaram a apresentar uma denúncia ao Tribunal Penal
Internacional, em Haia, acusando o Papa de crimes contra a humanidade
por ter tolerado e ocultado sistematicamente abusos sexuais contra
crianças em todo o mundo.
Pesaram sobre Bento XVI acusações de que ele, quando
cardeal em 1980, não teria feito nada para impedir que um padre acusado
de pedofilia retomasse o sacerdócio em uma paróquia da Alemanha. O
jornal The New York Times também noticiou um caso similar nos
Estados Unidos. Então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé,
órgão do Vaticano responsável por investigar esse tipo de crime, ele
teria se recusado a punir um padre acusado de ter molestado 200 crianças
em uma escola do Wisconsin.
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