
O
Orçamento Público é um documento legal contendo a previsão de receitas e a
estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado
exercício. O Orçamento Geral da União inicia-se por iniciativa do Poder
Executivo e é discutido, aprovado e convertido em lei pelo Poder Legislativo.
Contém a estimativa de arrecadação das receitas federais para o ano seguinte e
a autorização para a realização de despesas do Governo. É elaborado conforme o plano
plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas da Lei de
Responsabilidade Fiscal.
No
Brasil, ao contrário de outros países da Europa, adota-se o sistema de
orçamento autorizativo. Mudar essa sistemática, que possibilita verdadeiras “farras
do boi” por parte de presidentes, governadores e prefeitos, era uma das
principais bandeiras do saudoso
ex-senador Ramez Tebet.Essa farra se dá principalmente em relação às
emendas parlamentares, liberadas ou não de acordo com o humor e o alinhamento político do governante de
plantão,e .através do contingenciamento de recursos, que é a mudança na
aplicação original prevista no orçamento..
Com o orçamento impositivo, as emendas parlamentares seriam
liberadas automaticamente, obedecendo apenas a um cronograma que levasse em
conta o comportamento da receita e a necessidade de distribuir as liberações ao
longo do exercício fiscal. As emendas perderiam a perversa de servir como
instrumento de barganha. Hoje, os deputados chantageiam o Executivo caso os
respectivos recursos não sejam liberados, ameaçando não votar projetos de
interesse do governo ou votar a favor de projetos irresponsáveis (caso atual da
emenda que equipara os salários das polícias e dos bombeiros de todo país aos
dos seus congêneres de Brasília).
Para
corrigir essa jaboticaba, que praticamente só dá no Brasil, tramita na Câmara a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 22/2000, que obriga o Poder
Executivo a executar, integralmente, o orçamento aprovada no Congresso. O
descumprimento submeterá o presidente da República ou os ministros a julgamento
por crime de responsabilidade, que pode levar a perda do cargo. A PEC determina
que o orçamento impositivo entrará em vigor no ano seguinte à sua promulgação
no Congresso.
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