A América Latina deveria gastar US$ 110 bilhões por
ano até 2050 para reduzir as emissões de carbono, se não quiser perder uma
quantia equivalente com os impactos das mudanças climáticas em meados do
século, indica um relatório publicado nesta terça-feira. Se a temperatura do
planeta aumentar 2ºC nas próximas quatro décadas, "América Latina e Caribe
sofrerão perdas anuais da ordem de US$100 bilhões no ano 2050", destacou o
informe, elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O texto foi divulgado às vésperas da conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, entre 13 e 22 de junho. A América Latina não é uma região que se destaque pelas emissões de gases causadores do efeito estufa, pois só produz 11% do total mundial, explicaram os autores do texto.
O texto foi divulgado às vésperas da conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, entre 13 e 22 de junho. A América Latina não é uma região que se destaque pelas emissões de gases causadores do efeito estufa, pois só produz 11% do total mundial, explicaram os autores do texto.
As consequências seriam "diminuição nos rendimentos agrícolas, o desaparecimento de geleiras, inundações, secas e outros eventos", destacou o texto. Só em exportações agrícolas, a América Latina e o Caribe poderiam perder de US$ 30 bilhões a US$ 52 bilhões ao ano.
"O gasto de US$ 110 bilhões ao ano em uma
região que enfrenta enormes problemas de desenvolvimento não constitui uma
proposta menor", admitiu Pablo Gutman, Diretor de Economia Ambiental da
organização WWF, que colaborou com o documento.
"Esta é a forma mais certeira de assegurar que América Latina e Caribe continuem prosperando de forma sustentável", acrescentou Walter Vergara, chefe da Divisão de Mudanças Climáticas do BID. O estudo prevê que a região dobrará até 2050 seus níveis de emissões de gases de efeito estufa.
"Esta é a forma mais certeira de assegurar que América Latina e Caribe continuem prosperando de forma sustentável", acrescentou Walter Vergara, chefe da Divisão de Mudanças Climáticas do BID. O estudo prevê que a região dobrará até 2050 seus níveis de emissões de gases de efeito estufa.

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