sábado, 2 de fevereiro de 2013
Almir Sater foge aos rótulos: "eu sou roqueiro"
Para fugir ao rótulo reducionista de ser “sertanejo”, “caipira” ou ainda esse nada que é o “sertanejo universitário”, cheio de apologia do álcool e com letras que cabem em meia folha de papel, Almir Sater (o nosso Almir), criou um novo conceito acerca da sua música: “Eu não sou sertanejo. Eu sou pop. Eu sou roqueiro. Não escuto música sertaneja em casa. Escuto violeiro pontear a viola e não tem nada a ver com sertanejo. Violeiro é instrumentista, é bandeira brasileira... Escutar o Tião Carreiro pontear uma viola é rock’n roll. Sempre gostei deste som mais de pegada. Sempre gostei de violão de 12, por exemplo. No meu segundo disco tem o “Boieiro do Nabileque” que tem tudo a ver com o “Sete Sinais”. Acho que os meus discos tem a ver um com o outro. O mais diferente é o Cria que tentei fazer um caminho mais pop e foi um resultado razoável’’. Sobre sua chegada no mundo das gravadoras, ele brinca: ‘’A música caipira e os violeiros eram de uma geração. E cheguei de uma outra geração, com outro tipo de tendência, com um pouco de influência do rock'n roll, música folk, música andina e passei a tocar viola trazendo estas influencias. E mostrou-se as mil possibilidades da viola. O próprio Tião (Carreiro) ficou encantado e achou bonito o som e com coisas que ele nunca pensou em fazer. Sou um cara que chegou cabeludo em uma época que tinha uma diferença dentro da mesma gravadora. Tinha um selo que era só sertanejo e outro que era popular. Ninguém sabia onde me colocar. Um falava “é sertanejo” e o outro “é popular”. Perguntei qual era a diferença e qual que eles pagavam melhor. Pra sertanejo era 50% menos e eu disse "então sou popular".

1 comentários:
Simplesmente a verdade ... Almir Sater fez um novo estilo de musica .
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