Encostadas ao centro urbano de Dourados, as aldeias Jaguapiru e Bororó têm dramas antigos e que já foram objeto de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), sendo uma da Câmara dos Deputados e outra da Assembléia Legislativa.Aproximadamente 12 mil índios dividem 3,6 mil hectares para viver em uma situação de confinamento.
A falta de espaço se mistura com problemas de violência, gerado pelo consumo de álcool e drogas e à problemas de saúde, como a desnutrição infantil..
Em Caarapó, a aldeia Teyí Kuê possui praticamente a mesma área, mas comporta população de cerca de cinco mil índios.
A proximidade das reservas com a cidade fez com que problemas dos "brancos" migrassem rapidamente para as duas aldeias. Para se ter uma idéia, a mais devastadora das drogas, o crack, está disseminado nas duas aldeias. Dados divulgados pelo Conselho Missionário Indigenista (Cimi) no Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil retratam em números a realidade indígena nas aldeias e as define como "campos de concentração". Dos 37 assassinatos envolvendo indígenas registrados no estado em 2012, 18 ocorreram na Reserva. Em cinco deles o consumo de bebida alcoólica foi agravante.
Também foram registradas onze tentativas de homicídios em MS em 2012, sendo seis na Reserva.

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