quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Blog, os economistas e a herança de Dilma





O titular do Blog está dedicando, nesta semana, boa parte de fosfato e tempo para pesquisar a aplicação do seu , do meu e do nosso dinheiro pelo Governo Federal.Os números mostrados nos posts mostram que o Governo gasta mal e, pasmem, não gasta o que tem para gastar em políticas públicas. Além da inépcia na execução dos projetos, outro fator contribui para que o nosso dinheiro, arrecadado através de uma das mais altas cargas tributárias do mundo e que em "orçamentês" se transforma em "recursos" não sejam suficientes para atender as demandas em saúde, infraestrutura, habitação, trasporte, segurança e outros setores: o comprometimento de quase todo o Orçamento federal com a mega-folha de pagamento do mais inchado governo das últimas décadas. Após ler a íntegra desse post, o leitor e a leitora verá que não precisa ser economista  ( a formação do titular é jornalismo) para verificar que a presidente Dilma deve sair de sua pífia gestão pela porta dos fundos.As palavras dos economistas apenas reverberarão o que até as figueiras da avenida Presidente Vargas sabem.
Pelos cálculos do economista Raull Velloso, as contas do funcionalismo ativo e inativo, dos benefícios da Previdência e dos programas assistenciais consumiram 73,5% da execução orçamentária, ou seja, de tudo o que efetivamente saiu dos cofres da União em 2012, com exceção das despesas financeiras. Neste ano, a proporção deverá ser a mesma, e os recursos que vão sobrar serão insuficientes para os investimentos de que o país precisa e pelos quais a população se esgoelou nas manifestações  ocorridas em todo o país e que aqui em Dourados, lamentávelmente, se transformou em "baderna patriótica" por meia duzia de figuras analfabetas e que  estão há mais de 20 dias tocando a farra na Câmara Municipal.
O engessamento das despesas vem crescendo desde a promulgação da Constituição de 1988, mas teve uma alta acentuada na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, com o aparelhamento do Estado pelos "companheiros", e vem se mantendo em um patamar elevado na administração da presidente Dilma Rousseff. “Essa máquina ajudou o PT a ficar no governo, mas vem condenando o Executivo a não fazer os investimentos necessários para o crescimento do país”, criticou Velloso. 
Ainda de acordo com os cálculos do economista, dos R$ 813 bilhões utilizados em despesas primárias (exceto as financeiras) no ano passado, R$ 597,5 bilhões foram gastos com pessoas. Para este ano, a execução orçamentária prevista é de R$ 927,9 bilhões; com isso, R$ 670 bilhões terão a mesma finalidade. O economista lembra que o percentual destinado a atender necessidades individuais já foi muito menor no passado, o que deixava margem muito mais elevada do que hoje para programas capazes de impulsionar o desenvolvimento. 
“Em 1987, essas despesas representavam 39% do Orçamento executado naquele ano”, afirmou Velloso. Com isso, mesmo com a inflação galopante, os investimentos da União ainda correspondiam a 16% dos desembolsos do poder público. De lá para cá, porém, eles foram diminuindo progressivamente. Em 2009, representaram 6% das despesas primárias e, no ano passado, apenas 5,8%. Na avaliação do especialista, a queda é preocupante, já que a carência de investimentos é uma das principais razões do baixo crescimento da economia. “O governo é uma imensa folha de pagamento. Esse é o grande problema”, resumiu Velloso. “É por isso que não sobra dinheiro para o que é realmente necessário, como saúde, segurança e transportes”, completou o advogado Fernando Zilvetti, professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Para Zilvetti, o engessamento excessivo pode levar as contas do governo a uma situação crítica, semelhante à da prefeitura da cidade norte-americana de Detroit, que decretou falência, recentemente, por não ter mais recursos para investir em serviços públicos.“Um percentual tão grande somente com folhas de pagamento é semelhante ao que havia na Grécia e em Portugal, duas economias europeias que quebraram e colocaram em xeque a confiança na Zona do Euro”, alertou. 
Na visão dos dois especialistas, é preciso reformar a administração pública e suspender concursos e contratações, algo que já está sendo feito por estados e prefeituras norte-americanas, além de governos de países europeus. “Criar novas estruturas de Estado com uma folha do tamanho da existente no Brasil é inviável. Se não pode demitir, não contrate: essa seria a prática de qualquer empresário da iniciativa privada. Está na hora de o governo fazer o mesmo”, afirma o professor da FGV. 

Má gestão 

Uma definição utilizada pelo titular do Blog de forma até exaustiva nos posts em que expôs os dados é "má gestão". Quando Dilma assumiu a Presidência, a expectativa era a de que ela promoveria o “choque de gestão” de que o país precisa. Uma vez no cargo, porém, ela ampliou o número de ministérios para 39. “As manifestações nas ruas mostraram que a população quer algo mais do que esmola. Quer serviço, e de qualidade. É uma ilusão achar que essas enormes folhas de pagamento vão perpetuar o governo no poder. Dilma vai deixar uma herança maldita: pouco dinheiro para investir, má gestão, ineficiência do Estado e um viés antiprivado que não abre espaço para que empresas possam fazer o que o governo não faz”, criticou Velloso. Como observa o leitora e a leitora, reitero, não precisa ser economista para ver que Dilma caminha a passos largos para entrar para a história como uma péssima presidente.

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