A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada na Assembleia Legislativa para investigar denúncias de irregularidades nos repasses de recursos públicos para a Saúde em Mato Grosso do Sul, será instalada nesta segunda-feira (24) em Dourados. A reunião acontece na Câmara de Vereadores, a partir das 15 horas, e contará com a presença de todos os deputados que integram a Comissão.
Entre as pessoas que serão ouvidas na reunião da CPI foram relacionados o atual secretário municipal de Saúde, Sebastião Nogueira, além dos ex-secretários Silvia Regina Bosso (do primeiro mandato do prefeito Murilo Zauith, gestão 2011/2012) e João Paulo Barcelos Esteves (do final do mandato do ex-prefeito Laerte Tetila, entre 2007/2009), período em que foi implantado o HV (Hospital da Vida). Também serão ouvidos a atual presidente do Conselho Municipal de Saúde Berenice de Oliveira Souza e Demetrius Dolago Pareja, João Alves de Souza e Wilson Cesar Medeiros Alves, que comandam o Conselho a partir de 2007.
Será uma boa oportunidade para o atual secretário de Saúde, o sorridente Sebastião Nogueira, explicar o caos na saúde de Dourados, que inclui, no caso do Pronto Atendimento Médico (PAM)."Falta de estrutura adequada para o desempenho do trabalho, ou seja, falta de materiais diversos, que vão desde materiais básicos, como grampeador, grampos, passando pelas cadeiras velhas e quebradas, ventiladores que não funcionam; Bebedouro queimado a mais de 2 meses, sem nunca ter passado por manutenção dos filtros: os pacientes bebem água quente e sem qualidade; Cadeiras de rodas: ficamos uns meses sem cadeiras de rodas, que provavelmente foram roubadas, hoje temos somente 1 ou 2 que funcionam; portas caindo; macas velhas; falta de suporte de soro; falta de medicações; Bueiros internos que estão sempre cheios de água, o que pode ser um criadouro do mosquito da dengue e ainda convivemos diariamente com o mal cheiro; Falta de segurança para os funcionários, pois não há controle de quem entra e quem sai do PAM. Ocorrem roubos e furtos quase todos os dias, tanto de materiais do PAM quanto de objetos pessoais de pacientes e funcionários. Se um paciente entrar armado lá, ninguém vai perceber, ele pode matar um paciente ou um funcionário, pois não há como controlá-lo nem como contê-lo, mesmo a guarda municipal estando diariamente presente (uma funcionária)".
O trecho acima faz parte de documento elaborado e assinado por funcionários do local ao qual o blog teve acesso (e está de posse)com exclusividade e que não citará os signatários amparado na prerrogativa do sigilo da fonte e para evitar represálias de uma gestão que já se mostrou nada democrática.Esse tema será levado à CPI pelo titular do blog.

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