quinta-feira, 20 de junho de 2013

Protesto na Câmara: Analfabetismo político, reconhecimento e patriotismo equivocado

Sei e não me incomodo que o que será afirmado aqui pelo titular do blog “não pegará bem”, sugerirá que o blog abriu mão do exercício do controle social a que se dispôs, apontando com números e provas os erros pontuais da gestão lenta do prefeito Murilo e que não será dito em nenhum outro lugar de comunicação, virtual,impresso ou televisivo,mas os acadêmicos que lotaram o plenário da Câmara em sua grande maioria são, apesar da gritaria, meros analfabetos políticos bradando chavões.Raramente freqüentam as sessões, nada entendem de processo legislativo e administração pública e menos ainda sabiam por quê estavam ali.
Foram protestar contra a votação do aumento da tarifa, quando o que estava na pauta para votação era a prorrogação do contrato de concessão da exploração dos serviços de transporte coletivo pela empresa Medianeira, que expirou e que precisava ser votado e aprovado para que não haja a paralisação dos serviços até a realização de licitação para escolha de uma empresa com a mesma finalidade.A única licitação, diga-se de passagem e fazendo justiça ao prefeito Murilo, que terá critérios e exigências técnicas resultantes de um estudo feito por especialistas em engenharia de trânsito e transporte coletivo desde 1995, quando o então prefeito Humberto Teixeira, ao Deus dará, deu à então Viação Dourados, depois adquirida pela empresa Medianeira (PR), o direito de exploração do serviço.Sucedâneos e aleatórios aditamentos ao contrato inicial foram feitos pelos sucessores de Humberto, que foram Braz Melo (duas gestões), Laerte Tetila (duas gestões), Ari Artuzi e Délia Razuk.O máximo que esses prefeitos fizeram foi cobrar a melhoria dos serviços prestados, não tendo nenhum deles feito o que Murilo está fazendo agora:preparando, após um estudo feito por uma empresa de consultoria (não há, como cobra a sociedade há anos, na estrutura da prefeitura um engenheiro de trânsito) uma licitação com todos os itens a serem cumpridos por quem queira ganhar dinheiro obtendo a concessão.
Esses meninos e essas meninas não participaram da audiência pública que apresentou os resultados do trabalho feito pela empresa de consultoria e que mostrou que o transporte coletivo é obsoleto e “muito ruim”, segundo palavras do próprio prefeito durante reunião realizada ontem com os acadêmicos, que tiveram uma aula sobre como funciona a administração pública.Durante os trabalhos da consultoria,muitos deles inclusive foram entrevistados pelos funcionários da empresa contratada, que percorreram junto com os passageiros comuns todas as linhas cobertas pela atual (desde 1995) concessionária do serviço.Identificaram os “gargalos“ e um novo projeto subsidiará a licitação.
Como foram à Câmara para protestar contra o que não existia, “bateram panela“ contra a prorrogação do contrato com a Medianeira,inclusive vaiando uma própria colega que tentava explicar o equivoco e que não haveria a tal votação do aumento da tarifa, que por sua vez não pode acontecer, por determinação de lei municipal, sem a realização de uma audiência pública.
Oras, se não se prorroga um contrato vencido acaba a relação de prestação de serviços e hoje tanto estudantes como trabalhadores estariam sem transporte coletivo.
Por fim, essa história de vaiar todos os políticos, colocando no mesmo saco farinhhas oriundas de mandiocas de espécie diferente é de uma toupeiragem oceânica.Há maus políticos sim, assim como há maus acadêmicos que “torram” a grana enviada por seus país( parte expressiva é de outros estados) em cervejadas, inclusive no horário de aulas.
Colocar uma camiseta com a imagem de Chê Guevara, esse sim um revolucionário, é fácil.Difícil é disputar eleição, colocar terno e gravata e agir com honradez no exercício da política.Por incrível que pareça, há sim os bons políticos.Cito uma lista enorme deles, aqui,no Brasil e no mundo.
Outra besteira é a mistura de bandeiras, com a singela mas boba afirmação de que a luta é também por reforma agrária, fim do latifúndio e etc.Quando esses meninos e meninas passarem pelo movimento sindical aprenderão que quanto menor a pauta mais chances de negociação. E quando chegarem ao parlamento e à administração pública verão que não se legisla ou se governa por enquetes.Se fosse assim e a Câmara ouvisse seus “patrióticos” brados para que não fosse renovada a concessão para a atual empresa, até que seja preparado o edital técnico e cientifico da licitação para escolha da futura concessionária, eles teriam que seguir a pé do centro até o campus, os trabalhadores a pé para seus trabalhos e assim por diante.Chega de hipocrisia e de patriotismo equivocado.

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