quarta-feira, 12 de junho de 2013

Presidente do Sindicato Rural culpa CIMI por conflitos agrários, ofende Dom Redovino e ameaça campanha para que fiéis abandonem igreja católica



O presidente do Sindicato Rural de Dourados, Marisvaldo Zeulli, fêz ontem na Câmara, durante espaço que lhe foi cedido para falar sobre os conflitos agrários, um verdadeiro "pronunciamento do ruralista doido",  como se referia o escritor Stanislaw Ponte Preta a declarações sem nexo ou fundamento, ao que chamava de "samba do crioulo doido".
Depois do tradicional blá blá blá sobre o direito de propriedade e de que produzem alimentos para o país, Zeulli culpou o Conselho Indigenista Missionário (CIMI),  organismo ligado à Conferêcia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pelos conflitos, ofendeu o arcebispo Dom Redovino Rizzardo ("Ele fala uma coisa aqui, outra ali e não fala nada") e, pasmen, ameaçou encampar uma luta para que os fiéis abandonem a igreja católica.
O pronunciamento de Zeulli, deselegante e grosseiro no que se refere a Dom Redovino e injusto com a igreja católica, que tem um histórico de engajamento, sobretudo através das Campanhas da Fraternidade, em todas as lutas envolvendo os mais variados temas que envolvem a sociedade, reflete o pensamento da atrasada bancada ruralista, considerada o mais poderoso grupo de interesse no Parlamento brasileiro e que vale-se de alianças com outras agremiações no Congresso para promover uma agenda que inclui, entre suas principais bandeiras, o perdão às dívidas de agricultores, a expansão de terras cultiváveis no País e a oposição à ampliação de terras indígenas.Não a toa, é conhecida em todo o Brasil como "a bancada do atraso", eleita na maioria dos casos à força do poder econômico.

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