terça-feira, 25 de junho de 2013

A viola, Dilma e o "factóide" da constituinte exclusiva

 
                                        Deputado Fontana, relator da Reforma Politica
 
O "nosso" Almir Sater fez uma observação interessante sobre a viola de 10 cordas, instrumento que domina como poucos."A viola é um instrumento primitivo.Às vezes você passa duas horas afinando sua viola.As cordas as vezes apertam,às vezes afrouxam.E as vezes afinam", afirmou, dando a risada bonita que o faz um dos menos "estrelas" da música brasileira.
Pois bem. A presidente Dilma precisa gastar umas horas do tempo que está dedicando à sua campanha disfarçada à reeleição e "afinar a viola" com seu partido e com a sua base de apoio no Congresso, que soma mais de 80% dos deputados e mais de 80% dos senadores.
Assim, não teríamos que ouvir pronunciamentos patéticos como o proferido ontem por sua excelência em rede nacional, sobretudo no que tange à convocação de um plebiscito para decidir sobre a convocação ou não de uma constituinte exclusiva para proceder a Reforma Política e assim atender a voz das ruas contra a corrupção, contra o voto secreto dos parlamentares e contra a falta de representatividade dos partidos políticos, dentre outros temas.
Enquanto Dilma preparava, à tarde, o seu discurso populista, o relator da proposta de Reforma que tramita na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), apelava aos líderes partidários para que votem o assunto urgentemente. "O meu pedido aos líderes: assinem o requerimento de urgência e deem o direito a este Plenário de se posicionar em cada um dos temas que dizem respeito a um novo sistema político. O que o Parlamento não pode é virar as costas para aquela que é a maior responsabilidade que nós temos, a mãe de todas as reformas. Esta é uma reforma dos partidos, do Parlamento", disse Fontana.
Conforme postou o blog ontem, muitas horas antes do pronunciamento de Dilma,a última tentativa de votação da reforma política ocorreu no início de abril, mas não houve acordo entre os líderes. A proposta de Fontana que está pronta para a votação prevê a coincidência de datas para eleições gerais e municipais, financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais, fim das coligações para eleições dos Parlamentos, instituição de uma lista flexível de candidatos e simplificação do processo de apresentação de projetos de iniciativa popular, podendo incorporar outros ítens reclamados pela sociedade, como o fim do voto secreto.Ou seja, todos os ítens que comporiam a pauta da tal constituinte exclusiva proposta como "factóide" pela desesperada presidente.Ao invés de média e mídia, Dilma deveria reunir sua dócil bancada, regada à base de emendas e recursos, e orientá-la a votar logo a proposta que está quase pronta e que tem como relator um membro do seu partido.Com a viola desafinada não se faz show, como também lembrou Almir.E, no caso dos governos, se fizer a platéia vaia, como mostraram as manifestações Brasil afora, acrescenta o blog.
 
 

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