sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dourados dá exemplo e segue uma lição de Gandhi




Está escrito na constituição brasileira que os homens nascem e devem permanecer livres e iguais em seus direitos, que todo cidadão tem idêntica dignidade social e são iguais perante a lei, que são direitos fundamentais o direito à vida, à liberdade, à saúde, à educação, ao lazer, à segurança e à felicidade. O grito que se ouve no Brasil inteiro estava entalado na garganta da população e que quer, com razão, que esses direitos sejam garantidos na sua integralidade. 
Se é fundamental esse “acordar” da sociedade, é lamentável ver que as manifestações vem sendo manchadas por uma minoria, que não tem causa, não tem juízo e não atenta para o fato de que o prédio público depredado é patrimônio do povo. 
Na manifestação ocorrida ontem em Dourados, a exemplo do clima ordeiro que marcou as mais diversas manifestações já aqui ocorridas, não aconteceram os atos de vandalismo registrados em outras cidades e estiveram juntos (população, classe política, entidades de classe, estudantes, trabalhadores) para de forma pacífica e ordeira manifestar o desejo de um Brasil Melhor. Houveram sim os vândalos das idéias, como o pequeno grupo que defendeu, com faixas e cartazes, a criação do “bolsa maconha”.Esses deveriam ter sido presos na hora, por apologia ao uso de drogas. 
Que o exemplo da nossa cidade repique Brasil afora e que os patriotas equivocados que mancham as legitimas manifestações sigam a lição de Gandhi, que era contra a violência, defendendo as formas pacíficas de protesto como, por exemplo, greves, passeatas, retiros espirituais e jejuns. O blog deixa, para reflexão, uma declaração desse grande líder pacifista: “Aprendi, graças a uma amarga experiência, a única suprema lição: controlar a ira. E do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo. Não é que eu não me ire ou perca o controle. O que eu não dou é campo à ira. Cultivo a paciência e a mansidão e, de uma maneira geral, consigo. Mas quando a ira me assalta, limito-me a controlá-la. Como consigo? É um hábito que cada um deve adquirir e cultivar com uma prática assídua”.

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