Anteontem à noite, a Comissão, formada por deputados estaduais, esteve no Posto de Assistência Médica (PAM) e no Hospital da Vida e constataram superlotamento e pacientes esparramados por corredores.
A visita foi realizada após a reunião ordinária da CPI na Câmara vereadores de Dourados, na segunda-feira. O município é o primeiro do interior do Estado a receber a Comissão, que promete fazer um “diagnóstico” da saúde pública de Campo Grande, Dourados e outras nove cidades de MS.
Hospital da Vida
O primeiro local visitado pela comissão foi o Hospital da Vida.
Na unidade os parlamentares constataram aquilo que a população já conhece: superlotação, corredores cheios de maca, pacientes a espera de vaga em UTI e grande fila para aguardo de atendimento médico. Esse problema se arrasta a alguns anos e embora não seja novidade à população de Dourados, para a CPI servirá como uma espécie de amostragem para cobrar dos gestores possíveis irregularidades na aplicação e gestão de recursos do SUS.
PAM
Em seguida, os parlamentares foram até o PAM, unidade referência em Dourados para atendimento médico de baixa complexidade até às 00h. No local encontraram a mesma situação de superlotação. Foi constatada a presença de três médicos para o atendimento da população, no entanto esse mesmo número muitas vezes é reduzido no final de semana, a exemplo de sábado retrasado, quando não havia nenhum profissional no período da tarde.
As duas visitas técnicas foram acompanhadas por alguns vereadores de Dourados e serão detalhadas no relatório da CPI.
"Pior que Campo Grande"
Para o deputado Amarildo Cruz, presidente da CPI, a saúde em Dourados está pior que a de Campo Grande, município onde foi constatado desvio de recursos no Hospital do Câncer e no Hospital Universitário da UFMS. O deputado questiona a falta de ação do poder público na resolução de problemas e questiona o fato da Câmara Municipal de Dourados não ter realizado até agora nenhuma investigação sobre as irregularidades.
“A visita às duas unidades hospitalares foi importante porque podemos ter acesso aos locais e conhecer a real situação que se encontra a saúde de Dourados. Tivemos a oportunidade de ver de perto a má qualidade do atendimento oferecido à população; os prédios estão todos danificados e os equipamentos comprometidos”, disse o presidente da CPI.
Para ele, a visita mostrou ainda mais a necessidade da mudança na saúde de Mato Grosso do Sul.
Diante da crise da saúde encontrada em Dourados, a comissão da CPI não descarta a possibilidade de retornar ao município para ouvir profissionais da saúde. Anteontem durante audiência na Câmara eles ouviram apenas os gestores da saúde (secretários) nos últimos cinco anos e representantes do Conselho Municipal de Saúde no mesmo período.
Com Douradosagora)

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