quinta-feira, 6 de junho de 2013

Psicólogos se negam a compactuar com preconceito e votação de projeto "cura gay" é adiado

 
 
                       
Pedido de vista do deputado Simplício Araújo (PPS/MA) adiou a votação, na Comissão de Direitos Humanos, do projeto (PDC234/11), de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) que suspende artigos de uma resolução (Resolução 1/99) do Conselho Federal de Psicologia. Um dos dispositivos estabelece que os psicólogos não devem colaborar com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades. O outro artigo diz que os profissionais não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Feliciano, o psicopata, se contradiz
 
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e homofóbico declarado, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC/SP) garantiu que o projeto será votado imediatamente após o prazo de duas sessões, previsto no Regimento Interno da Câmara. Segundo Feliciano, os psicólogos estão perdendo o registro profissional quando atendem pessoas que querem deixar de ser homossexuais. "O projeto foi tratado de maneira maliciosa e desonrosa até. O projeto não tem nada a ver com o nome maligno que deram a ele de 'cura gay', porque ele não cura nada, até porque isso não é doença, isso é uma orientação sexual. O projeto protege os direitos da pessoa que quer aliviar a sua angústia interior e protege o profissional que quer atuar com liberdade, e isso hoje não acontece.”, alega Feliciano, em uma clara contradição. Se o projeto não visa curar é desnecessária a atuação dos psicólogos, que, afinal, são médicos.
 
Conselho Federal de Psicologia
 
Por outro lado, relatório do Conselho Federal de Psicologia assegura que a resolução não nega a escuta psicológica a quem quiser mudar sua orientação sexual. O documento destaca ainda que a resolução não admite ações de profissionais dirigidas pelo preconceito. Depois de votado na Comissão de Direitos Humanos, o projeto que suspende normas do Conselho Federal de Psicologia ainda precisa ser analisado por mais duas comissões e só então segue para apreciação em Plenário.

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