"Falta de estrutura adequada para o desempenho do trabalho, ou seja, falta de materiais diversos, que vão desde materiais básicos, como grampeador, grampos, passando pelas cadeiras velhas e quebradas, ventiladores que não funcionam; Bebedouro queimado a mais de 2 meses, sem nunca ter passado por manutenção dos filtros: os pacientes bebem água quente e sem qualidade; Cadeiras de rodas: ficamos uns meses sem cadeiras de rodas, que provavelmente foram roubadas, hoje temos somente 1 ou 2 que funcionam; portas caindo; macas velhas; falta de suporte de soro; falta de medicações; Bueiros internos que estão sempre cheios de água, o que pode ser um criadouro do mosquito da dengue e ainda convivemos diariamente com o mal cheiro; Falta de segurança para os funcionários, pois não há controle de quem entra e quem sai do PAM. Ocorrem roubos e furtos quase todos os dias, tanto de materiais do PAM quanto de objetos pessoais de pacientes e funcionários. Se um paciente entrar armado lá, ninguém vai perceber, ele pode matar um paciente ou um funcionário, pois não há como controlá-lo nem como contê-lo, mesmo a guarda municipal estando diariamente presente (uma funcionária)".
O trecho acima faz parte de documento elaborado e assinado por funcionários do Pronto Atendimento Médico (PAM) ao qual o blog teve acesso ( e está de posse)com exclusividade e que não citará os signatários amparado na prerrogativa do sigilo da fonte e para evitar represálias de uma gestão que já se mostrou nada democrática.
Em outro trecho, os funcionários ponderam sobre as atribuições do PAM:
"* Atendimento de Livre demanda de pacientes, ou seja, o PAM atende a todos os pacientes que precisarem de atendimento, independente de bairro, distrito e/ou cidade;
* Atendimento Pré-hospitalar; ou seja, unidade intermediária de atendimento que está entre as unidade básicas/ESF e o hospital;
*Atendimento continuo, ou seja, em todos os dias da semana, sábados/domingos/feriados (natal/ano novo/pascoa/dias das mães/dias dos pais),18 horas por dia (das 6 as 00).
*Atendimentos de Epidemias (dengue/H1N1), ou seja, o PAM, independente da falta de suporte (equipe reduzida, falta de leitos, falta de médicos, e outros) é quem recebe os pacientes em tempos de epidemia;
*Atendimentos a pacientes que não tem atendimento na unidade básica de saúde, ou seja, se a unidade de básica ou ESF não tem médico e/ou dentista, por inumeras razões, esse paciente é encaminhado ao PAM para atendimento, ou seja, o PAM é sempre "obrigado" a atender a todos. *Atendimento de pacientes de outras cidades, ou seja, os pacientes de cidades vizinhas e/ou viajantes que estão na cidade, somente por alguns dias/meses, quando precisam de atendimento vão buscá-lo no PAM"
*Atendimentos de Epidemias (dengue/H1N1), ou seja, o PAM, independente da falta de suporte (equipe reduzida, falta de leitos, falta de médicos, e outros) é quem recebe os pacientes em tempos de epidemia;
*Atendimentos a pacientes que não tem atendimento na unidade básica de saúde, ou seja, se a unidade de básica ou ESF não tem médico e/ou dentista, por inumeras razões, esse paciente é encaminhado ao PAM para atendimento, ou seja, o PAM é sempre "obrigado" a atender a todos. *Atendimento de pacientes de outras cidades, ou seja, os pacientes de cidades vizinhas e/ou viajantes que estão na cidade, somente por alguns dias/meses, quando precisam de atendimento vão buscá-lo no PAM"
Nota do blog: sem comentários.Se o Hospital da Vida tem sido chamado (injustamente, por sinal), de hospital da morte, o PAM é, para os funcionários e consequentemente para a população, o portal do inferno.Enquanto falta suporte para soro, grampeadores e os demais materiais básicos para o atendimento à população na estrutura que mais recebe demanda de pacientes, a prefeitura alardeia a construção de "elefantes brancos" na forma de postos de saúde e "choque de gestão" na saúde pública.Uma vergonha.Isso é caso de polícia.

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