sexta-feira, 3 de maio de 2013
Seminário discutiu situação das universidades e escolas municipais e estaduais de Dourados
Foi realizado ontem a noite, no plenário da Câmara Municipal, o "Seminário pela valorização dos profissionais da educação", que reuniu servidores (professosores, técnicos administrativos e outros) da Universide Federal da Grande Dourados (UFGD), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e das escolas das redes municipal e estadual de ensino.O seminário foi marcado por críticas ao modelo de gestão das três esferas educacionais e mostrou que o título de "cidade universitária" tem apenas valor midiático.No caso da UEMS, o presidente da Associação dos Docentes da UEMS(ADUEMS), Wilson Brun, afirmou que a instituição vem passando por um processo de sucateamento, em função do baixo orçamento destinado pelo Governo do Estado e á falta de um Plano de Cargos e Carreiras para os profissionais que atuam nos campus, situados em Dourados, Três Lagoas, Paranaíba, Cassilandia, Jardim, Amambai, Campo Grande, Mundo Novo, Naviraí e Aquidauana.As universidades reivindicam que, no plano nacional, sejam destinados 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para a educação e lamentaram que tanto o Governo do Estado como as prefeituras vejam os recursos aplicados em educação como despesa e não como investimento.O resumo do ponto de vista dos docentes e admnistrativos das duas universidades foi feito pelo presidente da ADUEMS: "Há uma enorme carência de recursos para o bom desempenho, pois o governador André Puccinelli possui um pensamento equivocado do que seja a universidade.Lá se produz conhecimento, se faz pesquisa e extensão, se desenvolve projetos para a comunidade e isso demanda estrutura, otécnológica", ponderou Brum.
Um dos principais problemas da UEMS, prosseguiu Brum, foi quando, sem diálogo com os gestores e Conselhos Superiores da instituição, sancionou a lei 3.485, acabando com a garantia de repasse de 3% do Orçamento anual do estado para a universidade."Hoje,93% do orçamento da UEMS está comprometido com os docentes e servidores, restando apenas 7% para manutenção e investimentos", assinalou o dirigente. Desse orçamento pífio resulta falta de salas de aula nas unidades de Campo Grande e Paranaíba e em todos os campus professores e acadêmicos enfrentam dificuldades.A UEMS possui hoje mais de 9 mil alunos em 56 cursos de graduação, mestrado e doutorado e mais de 700 professores.Para que essa clientela e esses profissionais cumpram seu papel faltam bibliotecas,espaço físico para os cursos de graduação e mestrados, laboratórios de informática e recursos até para as manutenções óbvias, como troca de lampadas queimadas e conserto de ventiladores, além de acesso à internet.
O quadro traçado pelo representante da UEMS não é diferente na UFGD, embora nesta esteja havendo aporte de recursos federais resultantes de emendas parlamantares e do próprio Ministério da Educação, mas ainda está longe de corresponder à propaganda oficial, que a coloca entre as melhores federais do país.
Em greve desde a semana passada, os professores da rede municipal de ensino lamentaram a forma "privatista" com que o prefeito Murilo Zauith conduz a educação no município, lembrando que a extinção de benefícios como a licença prêmio e outras práticas tem desestimulado a opção dos estudantes por cursos universitários que objetivem licenciatura para atuar em sala de aula. "O magistério está deixando de ser uma carreira atrativa e até mesmo sendo trocado por outras carreiras pelos professores já formados", ponderou o presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação em Dourados (SIMTED), João Wanderley Azevedo.
Participaram do Seminário o presidente da ADUF, Jonas Goeltert, o presidente da ADUEMS, Wilson Brum, o presidente do SIMTED, João Wanderley Azevedo, a presidente do SISTA-UFGD Naara Aragão, o presidente da ASSUSFGD Frans Mendes e alunos, professores e pais de alunos das universidades e das escolas municipais e estaduais.

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