A partir de 2013, os brasileiros contarão com um novo salário mínimo. De R$ 622, o salário mínimo será de R$ 678,00. O aumento bruto total será de R$ 56 (9%). Enquanto isso, a última prévia do índice da inflação oficial de 2012 (IPCA-15) fechou em 5,78%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mas o que isso significa na prática?
O Portal EBC comparou o aumento em relação ao gastos dos brasileiros com a cesta básica. Como base, utilizou os dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que divulga mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.
Da lista do que o Dieese considera como ração ideal para uma cesta básica, foi selecionada a carne (de 2ª qualidade) e o arroz como itens que poderiam ser reforçados com o dinheiro do reajuste. Na análise, foi utilizada a capital de cada região que teve o menor valor de cesta básica em novembro de 2012. Confira o ranking e saiba onde os R$ 20,00 valem mais:
1) Região Centro-Oeste – dá para comprar mais com troco
Em Goiânia, a cesta básica custava R$ 237,92. Em 2013, com o aumento real do salário mínimo, ou seja, R$ 20, o consumidor poderá aumentar a cesta básica em 8%. Isso equivale ao valor médio de 1 kg de carne (R$ 13,18) mais um 3 kg de arroz (R$6,00). De troco, ainda sobrariam R$ 0,82.
2) Região Norte - compra com "troquinho"
Belém apresentou uma cesta de R$ 270,22 em novembro. Com os mesmos 20 reais, o paraense consegue comprar 1 kg de carne (R$ 13,84) e 2,5 kg de arroz (6,08) e levar 8 centavos de troco.
3) Região Sul - mais itens na cesta com dinheiro contado
Os curitibanos pagam R$ 270,84 pela cesta. Para aumentar a relação de itens em Curitiba, os R$ 20 do reajuste do salário mínimo daria para mais 1 kg de carne (R$ 15,32) e 2 kg de arroz (R$ 4,68), sem troco.
4) Região Sudeste – menos arroz na compra
No Rio de Janeiro, uma cesta sai, em média, por R$ 272,10. Com os R$ 20 livres, o carioca conseguiria comprar um quilo de carne (R$ 14) e 1,5 kg de arroz (R$ 4,68), trazendo de volta R$ 1,32 de troco para casa.
4) Região Nordeste - situação mais apertada
Em Aracaju, o trabalhador precisa gastar, em média, R$ 205,63 para ter uma cesta com todos os itens que a Dieese considera como ração essencial. Este ano, o sergipano poderia adicionar à lista mais um saco de 1 kg de carne (R$ 15,18) e 1,5 kg de arroz. De troco, o nordestino teria R$ 1,05.

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