Uma consulta feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de parlamentares migrarem para partidos em processo de fusão pode ser a última etapa para esvaziar por completo a regra da fidelidade partidária e beneficiar o deputado federal Marçal Filho (PMDB).
Na legislatura passada, após o Supremo Tribunal Federal confirmar - em outubro de 2007 - que os mandatos pertenciam aos partidos, 38 deputados trocaram de legenda.
As brechas deixadas pela regra e o placar de cassações mantiveram o estímulo do troca-troca partidário. Até hoje, apenas um deputado federal infiel foi cassado pela Justiça: o paraibano Walter Brito Neto, que trocou o DEM pelo PRB.
O PPS e PMN se uniram para formar o MD - Mobilização Democrática,que cogita ter entre seus quadros Marçal, que anda trocando sopapos através dos meios de comunicação com o governador André Puccinelli, que chegou a aventar a hipótese do parlamentar perder o mandato se sair do PMDB.
Como o MD está em processo de fusão, Marçal em tese poderia deixar sem medo de ser feliz o PMDB e tranquilo quanto a continuar frequentando os corredores da Câmara Federal.
Para que o mandato seja cassado, a legenda preterida pelo parlamentar precisa se dizer traída. Em alguns processos, o partido é questionado, mas faz vistas grossas e diz não ter sido traído. Com isso, o parlamentar infiel mantém o mandato.
"Beijo técnico"
Legislação à parte, todos sabem que muito desses sopapos entre André e Marçal (que na semana passada declarou-se "afinadíssimo" com o governador)são iguais a beijos de novela.São sopapos "técnicos", apenas para valorização de passe.Tertúlia para bovino dormitar, em português castiço.No final, estarão todos juntos no mesmo palanque nas eleições do ano que vêm.

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