Acionada pelo titular do blog, que fêz vários posts alertando para a tragédia social existente no local, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Municipal, representada pela vereadora Virgínia Magrini, esteve no sábado no bairro Estrela Hory, criado com o objetivo de abrigar famílias de indivíduos com deficiência física ou mental, oferecendo acessibilidade a essas pessoas.Lá, a membro da CDHM constatou a veracidade das denúncias do blog: esta finalidade ficou apenas no papel. Diante do descaso com as famílias, a parlamentar vai acionar o Ministério Público Estadual (MPE) e denunciar o abandono e falta de condições mínimas de sobrevivência enfrentadas por aquela comunidade.
"Depósito"
“Esse bairro está funcionando como ‘um depósito de pessoas’ menos favorecidas e com algum tipo de deficiência. O projeto foi criado para dar suporte, facilidades e acessibilidade a esses indivíduos. Eles não podem continuar nessa situação de abandono e descaso com a vida. Alguma medida deve ser tomada com urgência”,enfatizou a vereado.
"Obstáculos da vida e barreiras impostas pelo poder público"
O conjunto habitacional Estrela Hory foi criado em 2003, com a construção de 96 casas, sendo que destas, 25% foi endereçadas para pessoas com algum tipo de deficiência.
“Muitos já enfrentam obstáculos cominados pela vida, ela não pode lutar agora contra barreiras impostas pela administração pública. O bairro, em nenhum momento, possibilita as condições que essas pessoas precisam. São ruas esburacadas, casas sem projetos adequados e sem adaptação necessária”, conclui Virginia Magrini.
Segundo alguns moradores, as pessoas são mantidas no interior de suas residências por anos, já que seu estado físico ou mental não permite que os mesmos possam viver livremente.
Direito à cidadania
“Entendo que eles estão sendo desrespeitados, e tendo o direito básico de cidadão ferido. Não se pode admitir que devido a um problema de saúde, pessoas iguais a nós sejam excluídas da sociedade, enquanto o mundo todo trabalha pela inclusão Dourados vive em estado de exclusão”, concluiU a vereadora em pronunciamento na Câmara, reafirmando sua disposição de acionar o Ministério Público Estadual (MPE) para que o órgão instaure uma Ação Civil Pública obrigando a prefeitura a promover as adequações necessárias.

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