quinta-feira, 30 de maio de 2013

A "dança das cadeiras" dos parlamentares, os motivos e dois exemplos em Dourados da desfiguração ideológica dos partidos

 

                                        

Como é de conhecimento de toda a sociedade, já começou a troca-troca de partidos. Muitos parlamentares eleitos de forma democrática geralmente não terminarão os seus mandatos filiados ao mesmo partido pelos quais foram eleitos.
Tal migração envolve inúmeros aspectos, com destaque para interesses particulares, já que este fato não ocorre com um, dois, ou três parlamentares, mas abrange um enorme número de candidatos eleitos, que procuram uma nova agremiação política após a diplomação, alterando profundamente a estrutura política que havia se previsto logo após do processo eleitoral.Essa "dança das cadeiras" atinge níveis estratosféricos no período que antecede as eleições.
A troca de partidos políticos pelos candidatos é,via de regra, motivada principalmente por interesses eleitorais e combinada entre partidos e seus "caciques", com a intenção de formar chapas competitivas, através de formação de coligações para a disputa eleitoral, como até as figueiras da avenida Presidente Vargas sabem estar ocorrendo entre as duas principais siglas que disputarão o governo do  estado, o PMDB de André e o PT de Delcídio.
 
Após a eleição, Mateus, primeiro os teus
 
Após  a eleição,  o que se verifica freqüentemente é que um candidato eleito por um partido que compõe o bloco oposicionista provavelmente migrará para outro partido da base aliada ao governo, uma vez que, sendo da base aliada, este parlamentar poderá ser mais facilmente nomeado a cargos expressivos dentro do Congresso Nacional, ou então terá maior facilidade em ver aprovadas as suas emendas, principalmente as orçamentárias, tão discutidas e suspeitas atualmente no Brasil.
Como o sistema multipartidário implantado no Brasil permite a criação e registro provisório de partidos, alguns destes se utilizam desta facilidade para fundar partidos, que somente possuem a função de serem legendas de aluguel, a fim de satisfazer a ambição pessoal ou de um grupo de pessoas, motivado somente por razões eleitoreiras. Ou seja, o indivíduo se elege através de um partido pequeno, que necessita de um quociente eleitoral menor para ter direito às cadeiras dentro da Câmara dos Deputados, ou Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais e, depois de eleito, migra para um partido que lhe ofereça maiores vantagens dentro da estrutura do poder.
Contudo, há que se ponderar que nem todos os partidos conhecidos como “partidos nanicos” são, de fato, legendas de aluguel. O desvirtuamento de motivos que envolvem a fundação de inúmeras legendas partidárias desfragmenta e confunde ideologias, já que seus filiados se desencantam e seus candidatos podem ser da “esquerda” e no dia seguinte da “direita”.
 
Os exemplos de Zé Teixeira e Murilo
 
Um exemplo claro em Mato Grosso do Sul da desfiguração partidária e ideológica, unindo na mesma sigla alhos e bugalhos, é a cogitada mudança do ultra-direitista Zé Teixeira para o Partido Socialista Brasileiro(PSB), considerado ainda de esquerda, apesar de contar entre seus quadros figuras de direita como o prefeito Murilo Zauith, ambos ex-PFL, depois Democratas, sigla notoriamente de direita e que, quando era ainda PFL foi responsável, através do “centrão”, pelo descarte dos conteúdos progressistas apresentados durante a constituinte.
 
Os exemplos de Juscelino e Tancredo
 
A história revela que, entre 1946 e 1964 houve uma alta taxa de fidelidade partidária. Apenas para ilustração, nomes como Miguel Arraes, trocaram de legenda apenas uma vez, sendo que Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves não trocaram nenhuma vez. Se vivos estivessem, estariam abismados com a farra que ocorre atualmente.

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