O vereador Alan Guedes
é um dos poucos da atual legislatura que tem marcado seu mandato pela fuga das
trivialidades, como a apresentação de indicações (na verdade sugestões, assim
como as emendas ao orçamento: podem virar realidade ou mera peça de ficção) solicitando
a troca de lâmpadas ou operação tapa-buracos.Cumpre essa função elementar dos
vereadores, mas vai além e quer trazer para a Câmara os grandes temas
nacionais, que acabam por influir diretamente no cotidiano dos cidadãos.
Mesmo nos temas mais polêmicos e que dividem
a sociedade, Alan, que é advogado e preside
a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), é de longe o que possui
mais conhecimento jurídico entre os 19 vereadores e o usa de forma ponderada
mas firme.
Um exemplo é a polêmica tese de redução da maioridade penal, objeto
de uma Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) em tramitação no senado e que sempre vem à tona quando acontece algum
crime envolvendo menores e cause comoção na sociedade.Ao invés de esconder-se
no “não tenho opinião formada”, Alan é taxativo: “Sou totalmente contra a
redução da maioridade penal.Sua adoção seria um equívoco que poderia conduzir a
equívocos ainda maiores”, opinou o vereador em conversa com o titular do blog. “O
argumento dos defensores da redução de 18
para 16 anos de que o jovem nessa idade já pode votar e tem, com o
advento de meios de comunicação como a internet, mais informação para ter discernimento entre o certo e o errado é
questionável”, ponderou o presidente da CCJ da Câmara. “Se seguirmos essa
lógica e adotada agora a redução, em 2016, diante de um fato que cause comoção
nacional, surgirá a tese de que se aumentou a informação e temos que reduzir
mais ainda, nos igualando a países como os Estados Unidos, que mandam para a
cadeia até crianças de cinco anos”, raciocinou.
Para
Alan, o que se pode discutir é o aumento do tempo de permanência do menor
infrator nas
unidades de internação, em Mato Grosso do Sul conhecidas como
UNEIs. “Ainda assim é necessário que
esse tempo seja usado em atividades pedagógicas, de formação técnica
profissional e outros mecanismos que propiciem sua reinserção na sociedade
regenerado”, defendeu o vereador. “O país precisa estancar essa fúria
legisferante e aprimorar o que já existe", defendeu o advogado vereador.

0 comentários:
Postar um comentário