A alta de 0,5% na taxa Selic decidida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) mantém o Brasil no topo do ranking mundial dos juros reais. O levantamento é feito todo mês pelo site MoneYou.
Em outubro, após outro aumento de 0,5%, o Brasil retomou a liderança pela primeira vez desde março de 2012.
A média geral é de 0,3% negativos, a mesma do levantamento anterior.
A Selic de 10% deixa o Brasil na terceira posição entre os juros nominais, atrás apenas de Venezuela (15,13%) e Argentina (12,24%).
Veja abaixo o ranking mundial de juros reais:(taxas de juros descontada a inflação dos últimos 12 meses):
Brasil 3,9%
2
Chile 3,0%
3
China 2,7%
4
Hungria 2,5%
5
Grécia 2,3%
6
Coreia do Sul 1,8%
7
Polônia 1,7%
8
Argentina 1,6%
9
Colômbia 1,4%
10
Taiwan 1,2%
11 Suécia 1,1%
12
Tailândia 1,0%
13 Índia 0,7%
14
Filipinas 0,6%
15
Áustria 0,5%
16
Portugal 0,5%
17
Espanha 0,4%
18
Austrália 0,3%
19
Canadá 0,3%
20
Suíça 0,3%
21
Malásia 0,2%
22
México 0,1%
23
França -0,3%
24
Bélgica -0,4%
25
Itália -0,5%
26
África do Sul -0,5%
27
Dinamarca -0,5%
28
Estados Unidos -0,7%
29
Indonésia -0,8%
30
República Tcheca -0,8%
31
Rússia -0,8%
32
Israel -0,8%
33
Alemanha -1,0%
34
Japão -1,0%
35
Holanda -1,3%
36
Reino Unido -1,7%
37
Cingapura -1,9%
38
Turquia -3,0%
39
Hong Kong -3,6%
40
Venezuela -21,6%
A decisão do Copom de aumentar os juros pela sexta vez seguida é vista como acertada pelos economistas, por conta das pressões inflacionárias, mas preocupa as entidades da sociedade civil.As entidades destacam que o governo está exagerando no aumento dos juros básicos, destacando que os juros mais altos podem dificultar o crescimento.
Para a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) "É uma péssima notícia para o Brasil. Dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros. Soma-se a isso uma inflação persistentemente elevada e um contínuo aumento do déficit em conta corrente, que já se encontra no maior patamar dos últimos 11 anos. Nessas condições, fatalmente a economia brasileira continuará fadada a baixas taxas de crescimento."
Já para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT "O Copom mostra que é surdo, pois não ouviu o clamor das centrais sindicais que ontem mobilizaram 3 mil trabalhadores em frente ao Banco Central e cobraram menos juros e mais emprego. Não há nenhuma justificativa plausível para elevar os juros. A inflação está controlada e o câmbio, estável. Também não há motivos consistentes para avaliações pessimistas sobre os rumos da economia em 2014."

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