quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Decisão do Copom mantém Brasil como líder no ranking mundial de juros reais e é contestada

A alta de 0,5% na taxa Selic decidida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) mantém o Brasil no topo do ranking mundial dos juros reais. O levantamento é feito todo mês pelo site MoneYou. Em outubro, após outro aumento de 0,5%, o Brasil retomou a liderança pela primeira vez desde março de 2012. A média geral é de 0,3% negativos, a mesma do levantamento anterior. A Selic de 10% deixa o Brasil na terceira posição entre os juros nominais, atrás apenas de Venezuela (15,13%) e Argentina (12,24%). Veja abaixo o ranking mundial de juros reais:(taxas de juros descontada a inflação dos últimos 12 meses): 

Brasil 3,9% 2
Chile 3,0% 3
China 2,7% 4 
Hungria 2,5% 5
Grécia 2,3% 6
Coreia do Sul 1,8% 7
Polônia 1,7% 8
Argentina 1,6% 9 
Colômbia 1,4% 10
 Taiwan 1,2% 11 Suécia 1,1% 12
 Tailândia 1,0% 13 Índia 0,7% 14
Filipinas 0,6% 15
Áustria 0,5% 16 
Portugal 0,5% 17
Espanha 0,4% 18
Austrália 0,3% 19
Canadá 0,3% 20
Suíça 0,3% 21 
Malásia 0,2% 22 
México 0,1% 23 
França -0,3% 24 
Bélgica -0,4% 25
Itália -0,5% 26 
África do Sul -0,5% 27
Dinamarca -0,5% 28
Estados Unidos -0,7% 29
Indonésia -0,8% 30
República Tcheca -0,8% 31
Rússia -0,8% 32
Israel -0,8% 33
Alemanha -1,0% 34
Japão -1,0% 35
Holanda -1,3% 36 
Reino Unido -1,7% 37
Cingapura -1,9% 38
Turquia -3,0% 39
Hong Kong -3,6% 40
Venezuela -21,6% 

A decisão do Copom de aumentar os juros pela sexta vez seguida é vista como acertada pelos economistas, por conta das pressões inflacionárias, mas preocupa as entidades da sociedade civil.As entidades destacam que o governo está exagerando no aumento dos juros básicos, destacando que os juros mais altos podem dificultar o crescimento.
Para a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) "É uma péssima notícia para o Brasil. Dificultará ainda mais a retomada do crescimento doméstico, principalmente se levada em consideração a perspectiva de redução da liquidez internacional em um horizonte próximo, quando o aumento do diferencial de juros exigirá novos aumentos dos juros básicos brasileiros. Soma-se a isso uma inflação persistentemente elevada e um contínuo aumento do déficit em conta corrente, que já se encontra no maior patamar dos últimos 11 anos. Nessas condições, fatalmente a economia brasileira continuará fadada a baixas taxas de crescimento."
Já para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT "O Copom mostra que é surdo, pois não ouviu o clamor das centrais sindicais que ontem mobilizaram 3 mil trabalhadores em frente ao Banco Central e cobraram menos juros e mais emprego. Não há nenhuma justificativa plausível para elevar os juros. A inflação está controlada e o câmbio, estável. Também não há motivos consistentes para avaliações pessimistas sobre os rumos da economia em 2014."

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