quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Além de Pizzolato, mais 452 brasileiros são procurados pela Interpol



A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) pode prender em todo mundo exatos 453 brasileiros, segundo lista atualizada do grupo. Todos eles aguardam julgamento ou já foram condenados e fogem da sentença, aqui ou no exterior. Os dados são da Polícia Federal, que atua como braço da Interpol no Brasil. O último a entrar na lista foi Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do brasil, condenado no julgamento do mensalão. Ele divulgou nota dizendo estar na itália, o que ainda não foi confirmado pelas autoridades. 
Do total de procurados, 133 foram colocados na chamada difusão vermelha da Interpol por países estrangeiros. É o caso, por exemplo, do deputado federal Paulo Maluf, incluído por requisição dos Estados Unidos em 2010, para responder a uma acusação por lá. Como está no Brasil, porém, ele não será extraditado, o que é vedado pela Constituição e adotado como procedimento pela maioria dos países em relação a seus próprios cidadãos. O restante, 320 brasileiros, são procurados pela justiça nacional. É o caso do médico Roger Abdelmassih, foragido desde 2011. Se for encontrado em algum dos 190 países onde a Interpol tem representação e onde haja acordo de extradição com o Brasil, ele poderá ser deportado para cumprir sentença de 278 anos. 
Somente os Estados Unidos procuram hoje 23 brasileiros; a Argentina, 18. Alguns registros no site da Interpol, porém, estão duplicados. O número, portanto, é um pouco menor para um desses países. Por sua vez, o Brasil procura 277 estrangeiros que respondem a ações por aqui e estão foragidos.

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